
O candidato ao Senado pela Paraíba Marcelo Queiroga (PL) defendeu, nesta terça-feira (18), a adoção de critérios técnicos na aplicação de recursos públicos e afirmou que a inteligência artificial poderá contribuir para melhorar a gestão e a assistência na área da saúde. As declarações foram feitas durante sabatina no programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.
Questionado sobre a decisão de disputar a eleição sem um segundo nome do PL para o Senado na mesma chapa de Efraim Filho (PL), candidato ao Governo da Paraíba, Queiroga afirmou que a definição partiu do partido e não dele.
“Não fui eu que resolvi, né? Isso foi a decisão do partido (PL)”, declarou.
Para o candidato, a ausência de um segundo nome não deve prejudicar sua candidatura. Ele citou Major Fábio (Novo) como uma das opções para o eleitorado de direita e avaliou como natural que parte desse grupo vote no ex-deputado.
“Os eleitores da direita, eles vão votar no Major Fábio, essa é a tendência natural porque é um candidato que tem um perfil semelhante ao nosso”, afirmou.
Queiroga também lembrou a trajetória política de Major Fábio e disse manter respeito pelo candidato. Segundo ele, fatores pessoais e regionais também podem influenciar a escolha do eleitor.
Fundo partidário
Durante a entrevista, Queiroga também comentou a distribuição dos recursos do fundo partidário. Segundo ele, o repasse segue critérios definidos em lei e está relacionado à representação das legendas no Congresso Nacional.
Ao citar o Novo, que possui três deputados federais, o candidato afirmou que a quantidade de recursos recebida pelos partidos decorre da escolha dos eleitores.
“Essa decisão foi do povo, não foi minha nem foi de ninguém do PL”, disse.
Queiroga também criticou o modelo de financiamento público apenas no aspecto de debate institucional e afirmou que cabe discutir se é adequado que a União financie campanhas eleitorais.
Emendas parlamentares
Queiroga defendeu ainda que a distribuição de emendas parlamentares seja baseada em critérios técnicos, em vez de depender apenas de decisões políticas.
Como exemplo, citou a área da saúde e a Lei Complementar 141, de 2012, que estabelece critérios para a distribuição de recursos federais aos estados e municípios, considerando fatores como características epidemiológicas e demográficas.
“Uma emenda parlamentar, por exemplo, que surja do gabinete do senador Marcelo Queiroga, ela tem que estar fundamentada em dados técnicos”, afirmou.
Segundo o candidato, a destinação inadequada de recursos pode provocar “ineficiência alocativa” e prejudicar a população.
“A gente já tem um orçamento que não contempla as necessidades do povo brasileiro, e se nós aplicarmos esse recurso de maneira imprópria, quem vai sofrer é o cidadão”, declarou.
Na avaliação de Queiroga, a definição desses critérios deve estar acima das diferenças ideológicas.
“E aí não tem história de esquerda nem de direita: aí é o interesse do cidadão”, concluiu.
Inteligência artificial na saúde
Ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga também destacou o potencial da inteligência artificial para transformar a área da saúde. Segundo ele, o avanço da tecnologia poderá apoiar desde procedimentos e gestão até a análise de dados epidemiológicos e decisões médicas.
O candidato afirmou que o Brasil estaria diante de uma nova etapa de transformação tecnológica e citou a possibilidade de utilização da IA na atenção básica.
“Então, o médico hoje que está na atenção básica pode, com a inteligência artificial, aprimorar o seu diagnóstico”, disse.
Na entrevista, Queiroga apontou ainda problemas na média e alta complexidade como alguns dos principais gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na oferta de consultas e atendimento com especialistas.
“O SUS falha nos gargalos na média e alta complexidade. A demora na assistência é com especialistas, consultas com especialistas. No entanto, o SUS é o sistema de saúde de acesso universal do mundo pela sua abrangência”, afirmou.
Telessaúde
Queiroga também relacionou a inteligência artificial ao avanço da telessaúde e destacou a legislação aprovada para regulamentar a modalidade.
Segundo o candidato, ele participou das discussões que levaram à aprovação da proposta, tanto na elaboração do substitutivo quanto nas articulações com o Senado.
Ao comentar o tema, citou o senador Veneziano Vital do Rêgo, que também disputa uma vaga ao Senado. Veneziano foi relator do projeto no Senado, segundo Queiroga.
“Não é o fato de eu concorrer com ele que eu vou relativizar uma ação de uma relatoria de um projeto que ele fez que foi benéfica para o nosso Brasil”, declarou.
da Redação