
O candidato ao Senado pela Paraíba, Major Fábio (Novo), criticou nesta segunda-feira (17) o apoio anunciado pelo prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, a Nabor Wanderley (Republicanos). A declaração ocorreu durante sabatina na Rádio Arapuan FM e TV Arapuan.
Segundo Major Fábio, as decisões políticas estariam sendo tomadas sem diálogo com a população. “Os candidatos agora estão se preocupando com suas composições, só não estão se preocupando com o povo”, afirmou.
Na sequência, o candidato criticou Nabor Wanderley e citou o deputado federal Hugo Motta (Republicanos), filho de Nabor, que, segundo Fábio, teria tido uma atuação negativa na presidência da Câmara Federal. “Porque, na verdade, esse candidato a senador é simplesmente pai do pior presidente que a Câmara já teve. Se for feita uma pesquisa, as pessoas vão dizer que o pior presidente da Câmara Federal é o filho desse senador”, disse.
Críticas à segurança pública
Durante a entrevista, o candidato também abordou a situação da segurança pública na Paraíba. De acordo com ele, os 223 municípios do estado registram presença de facções criminosas, ainda que em diferentes proporções.
“Nos 223 municípios da Paraíba hoje tem facção. Por menor que seja o município, mas tem”, afirmou.
Major Fábio ainda mencionou a morte do soldado Ícaro Flávio, na última quinta-feira (13) e falou sobre a relação que mantém com profissionais da segurança pública. “Essa semana eu chorei com a morte de Ícaro, já chorei por pessoas que já trabalharam na minha viatura. Nós temos uma polícia formada por homens e mulheres corajosos, mas não temos alguém que tenha a sensibilidade. Não temos visto políticos que entendam sobre segurança pública”, declarou.
O candidato disse que comunidades brasileiras estariam sob o domínio do crime organizado. “Hoje vivemos em um país que as comunidades estão dominadas pelo crime. São bairros com letreiros: ‘baixe os vidros, baixe os faróis’”, afirmou.
Para Major Fábio, enquanto esse cenário ocorre, parte da classe política estaria concentrada em discussões sobre alianças. “Vivemos em um tempo que políticos discutem sobre com quem se alinhar, o que fazer”, disse.
Como proposta para a área de segurança pública, o candidato afirmou que pretende entregar 100 viaturas blindadas à Paraíba durante o primeiro ano de mandato. “Eu quero fazer uma medida para entregar à Paraíba, no meu primeiro ano, 100 viaturas blindadas. Já fiz as contas, são R$ 25 milhões”, declarou.
Direita “vacilou”
Major Fábio também afirmou que a direita “vacilou” ao não aceitar uma aliança com sua candidatura. Ele foi questionado sobre a decisão do candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), de oficializar apenas Marcelo Queiroga (PL) como candidato ao Senado dentro do grupo político.
Segundo Major Fábio, houve uma tentativa de construção de uma aliança, mas a proposta não foi aceita pelas lideranças. “Eu não quero julgá-los. Mas, na verdade, se eu estivesse na situação deles, eu teria aceitado”, afirmou.
O candidato disse que acompanhou as discussões e trabalhou pela formação da composição. Ele também apresentou uma estimativa sobre a quantidade de votos em disputa para o Senado. Segundo Major Fábio, a Paraíba tem aproximadamente 3,247 milhões de eleitores, e cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, o que representaria cerca de 6,47 milhões de votos.
Na avaliação dele, Marcelo Queiroga poderá receber o primeiro voto de parte dos eleitores, enquanto o segundo voto seria destinado a outro candidato. “Só quem está à direita nesses seis nomes que a gente está sendo sabatinado aqui sou eu e Marcelo”, afirmou.
Diante desse cenário, Major Fábio disse que pretende ocupar o espaço de segunda opção dos eleitores que escolherem Marcelo Queiroga. “Eu quero ocupar esse espaço. Eu quero ocupar o espaço de ser a segunda opção de Marcelo”, declarou.
Questionado se a direita havia “vacilado” ao não formar a aliança, Major Fábio respondeu que acredita que sim. Ele afirmou ainda que apresentou a mesma avaliação matemática a Efraim Filho e que o candidato ao Governo da Paraíba teria concordado com a necessidade de um segundo nome para o Senado.
“Efraim concordou que precisava ter segundo nome”, afirmou Major Fábio, ao relatar a última conversa que teve com o candidato.
De acordo com Major Fábio, essa avaliação também influenciou sua decisão de disputar uma vaga no Senado. “Só sou candidato a senador porque eu entendo dessa forma”, declarou.
Ao comentar os motivos pelos quais a aliança não foi formada, o candidato citou a diferença nos recursos do fundo eleitoral entre o PL e o Novo. Segundo ele, Marcelo Queiroga poderá contar com aproximadamente R$ 3,8 milhões, enquanto sua candidatura teria cerca de R$ 83 mil.
“Infelizmente, a gente tem essa desproporção, que eu acho que é uma grande desproporção”, afirmou.
Major Fábio disse ainda que, caso a aliança tivesse sido firmada, sua imagem teria de aparecer nos comitês eleitorais, por ser candidato ao Senado na composição.
Apesar de também disputar uma vaga no Senado, Major Fábio afirmou que mantém Efraim Filho como candidato ao Governo da Paraíba e Marcelo Queiroga como seu candidato ao Senado. “Eu tenho que entender agora porque o meu candidato a governador é Efraim e meu candidato a senador é Marcelo Queiroga”, declarou.
Por fim, disse que mantém esse posicionamento há cerca de um ano e que não pretende alterá-lo. “Eu não sou um cara de mudar o sentido, nem a direção em apenas um ano. Não vou mudar. O meu candidato é Efraim e meu candidato a senador é Marcelo Queiroga”, concluiu.
da Redação