
O registro da candidatura da senadora Daniella Ribeiro (Progressistas) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos) na disputa pelo Senado apresenta uma pendência relacionada à filiação partidária. A inconsistência foi identificada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) durante a análise do pedido.
De acordo com os dados do registro eleitoral, Daniella Ribeiro aparece atualmente vinculada ao PSD, legenda presidida na Paraíba por Pedro Cunha Lima. O partido integra a aliança formada em torno da candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo do Estado e indicou Diogo Cunha Lima, irmão de Pedro, para ocupar a vaga de vice-governador na chapa.

O histórico disponível na Justiça Eleitoral mostra que Daniella deixou o Progressistas em abril de 2022 para ingressar no PSD. No sistema, não há registro de uma posterior desfiliação do PSD, e a situação da filiação à legenda aparece como regular.

Diante da divergência entre a filiação registrada no sistema eleitoral e o partido pelo qual a candidatura foi apresentada, o TRE-PB estabeleceu prazo de três dias para que a senadora apresente documentação capaz de comprovar sua vinculação ao Progressistas.
A legislação eleitoral estabelece que o candidato precisa estar filiado ao partido pelo qual pretende disputar a eleição dentro do prazo mínimo de seis meses antes do pleito. Por isso, caso Daniella não consiga comprovar a filiação ao Progressistas dentro do prazo determinado pela Justiça Eleitoral, o pedido de registro da candidatura poderá ser indeferido.
da Redação