
A corrida pelo Palácio do Redenção ganhou um capítulo de instabilidade interna no bloco de sustentação de esquerda após o Partido Verde (PV) oficializar, nessa sexta-feira (31), a aprovação do apoio à pré-candidatura do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) ao Governo do Estado. A deliberação abriu uma divergência direta no âmbito da Federação Brasil da Esperança na Paraíba, grupo composto também pelo PT e pelo PCdoB, que mantêm a decisão de respaldar a reeleição do governador Lucas Ribeiro (Progressistas).
A divisão de caminhos no ecossistema partidário terá desdobramentos na convenção oficial da federação, agendada para a próxima segunda-feira (4), quando os três diretórios estaduais buscarão um alinhamento sobre o posicionamento unificado do grupo na disputa majoritária. As diferenças entre os aliados estendem-se também às composições para o Senado Federal. Embora haja consenso entre as três siglas em torno do nome do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para uma das cadeiras, o PV formalizou apoio a André Gadelha (MDB) para a segunda vaga, divergindo do PT e do PCdoB, que chancelaram a pré-candidatura do ex-governador João Azevêdo (PSB).
Diante do risco de isolamento regimental, a direção estadual do PV estuda acionar a Executiva Nacional do partido para assegurar uma autorização de neutralidade ou liberação de campanha em favor da postulação emedebista. O objetivo da consulta é resguardar a legenda e seus filiados de eventuais sanções disciplinares, caso a maioria da federação confirme a aliança formal com a chapa encabeçada por Lucas Ribeiro.
O quadro de divergências atinge ainda a própria bancada do Partido Verde na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Em posição contrária à orientação da maioria da direção partidária, o deputado estadual Chió declarou apoio ao projeto de reeleição do governador Lucas Ribeiro, mantendo em aberto o seu posicionamento sobre a segunda indicação ao Senado Federal.
da Redação