
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, defendeu a autonomia de prefeituras e concessionárias privadas na definição das grades de atrações dos festejos juninos. As declarações foram prestadas nesta sexta-feira (24), em resposta aos questionamentos levantados durante a temporada festiva sobre a redução de espaço para representantes do forró tradicional.
O titular da pasta explicou que o Ministério do Turismo atua na liberação de suporte institucional e financeiro sob requisitos técnicos, cabendo aos gestores locais e produtoras a seleção artística das programações.
“O Ministério dá suporte aos eventos. Os eventos são realizados por prefeituras ou empresas privadas. Nós estabelecemos os critérios. Os artistas precisam estar cadastrados junto ao governo federal. Essa cobrança deve ser feita aos entes que realizam os eventos, às prefeituras, que são as responsáveis pela escolha. Eu acredito que quem faz o São João precisa pensar em celebrar a cultura do forró. Agora, não podemos usar os critérios como forma de exclusão”, pontuou o ministro.
Feliciano ponderou que a maior parte dos grandes eventos juninos manteve a preservação das raízes regionais, destacando que a dimensão do calendário de grandes polos como Campina Grande comporta a presença de múltiplos gêneros musicais.
“Eu não posso dizer que o São João de Campina Grande deve atender apenas a um grupo de artistas, porque o São João de Campina se tornou multicultural. São 33 dias de festa. Cabe a quem realiza o evento escolher quem vai contratar. Eu acho que, dentro da grande maioria do que vivemos, a cultura do forró está sendo respeitada. Eu acho que o Brasil é multicultural, é muito diverso, e cabe todo mundo”, concluiu o gestor federal.
da Redação