
A Capital Paraibana liderou a redução no custo dos alimentos essenciais em todo o Brasil no mês de junho. De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, João Pessoa apresentou uma queda de 3,97% no valor do conjunto de produtos, que passou a custar R$ 689,95. O recuo local contrasta com o cenário nacional, já que a alimentação ficou mais cara em 17 das capitais monitoradas no período.
Apesar da redução na cidade, o impacto no orçamento das famílias ainda é pesado. Para adquirir os 12 itens obrigatórios da cesta, um trabalhador paraibano que cumpre jornada de oito horas diárias precisa comprometer 93 horas de sua força de trabalho, o que equivale a quase 12 dias inteiros de serviço. Na análise por produtos no mercado local, cinco alimentos puxaram a média para baixo, com destaque para o tomate, que despencou 25,83%, seguido por açúcar cristal (-4,27%) e óleo de soja (-3,11%). Por outro lado, o feijão carioca disparou 10,07% no mês e a banana subiu 3,49%.
No cenário de longo prazo, a inflação dos alimentos acumula perdas severas para o consumidor pessoense. Nos últimos 12 meses, nove dos 12 componentes da cesta básica registraram inflação, sendo as altas mais expressivas verificadas no feijão carioca, que saltou 46,12%, e no tomate, com acréscimo de 27,69%. No balanço do primeiro semestre deste ano, nenhuma capital brasileira conseguiu fechar com saldo negativo, com os índices de aumento acumulado oscilando entre 4,02% em São Luís e 21,48% em Fortaleza.
A pesquisa aponta que a cesta básica mais cara do país em junho foi registrada em São Paulo, atingindo o patamar de R$ 965,47. Com base nesse teto e considerando os preceitos constitucionais de moradia, saúde e educação, o Dieese calculou que o salário mínimo ideal para o sustento de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92. O valor sugerido pela entidade técnica é cinco vezes superior ao salário mínimo nacional vigente, estabelecido pelo governo federal em R$ 1.621.
da Redação
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