Hospital de Trauma de Campina Grande registra mais de 65 mil atendimentos no primeiro semestre

O balanço estatístico dos primeiros seis meses de 2026 do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes apontou um crescimento no fluxo de pacientes em Campina Grande. A unidade de saúde computou 65.993 atendimentos no período, o que representa uma elevação de 7,7% em relação ao primeiro semestre do ano anterior, quando o indicador marcou 61.231 ocorrências. O alcance do hospital superou os limites territoriais paraibanos, recebendo pessoas oriundas de 364 municípios diferentes.

O relatório detalhado desmistifica a percepção de que a violência ou as colisões viárias lideram as estatísticas de entrada. As quedas figuram como a principal causa de assistência médica no complexo, somando 11.201 registros na primeira metade do ano. O volume supera o dobro de todas as ocorrências envolvendo motocicletas e é aproximadamente 33 vezes maior do que os acidentes automobilísticos. A direção da unidade também contabilizou a realização de 5.559 procedimentos cirúrgicos e a concessão de 5.908 altas hospitalares no mesmo intervalo.

No segmento de transportes, as motocicletas permanecem como o vetor mais crítico de lesões graves, respondendo por 5.475 acolhimentos, número 16 vezes superior aos 337 casos gerados por carros e muito acima dos 274 acidentes com bicicletas. Geograficamente, a cidade sede concentrou a maior demanda, com 34.288 assistências, enquanto os municípios vizinhos de Queimadas e Lagoa Seca exerceram forte pressão sobre o sistema, registrando 1.287 e 1.226 pacientes encaminhados, respectivamente.

Atendimentos por Sinistro (1º Semestre de 2026)

Tipo de OcorrênciaNúmero de Casos
Queda11.201
Acidente de Motocicleta5.475
AVC (Acidente Vascular Cerebral)852
Agressão Física521
Queimadura369
Acidente de Carro337
Acidente de Bicicleta274
Atropelamento205
Ferimento por Arma Branca115
Ferimento por Arma de Fogo62

da Redação

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