
O senador Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu nesta quarta-feira (1º), em Brasília, com lideranças femininas do Partido Liberal (PL) de 20 estados. O encontro teve como objetivo central colocar um ponto final nos atritos entre o pré-candidato à Presidência e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de construir um plano de ações voltado especificamente para o público feminino, consolidando os pilares que nortearão a campanha da direita nas próximas eleições.
Durante o evento, Flávio Bolsonaro lembrou das críticas que recebeu de Michelle e destacou que conta com a esposa do pai como voz importante entre as mulheres na campanha. “É a esposa do meu pai. Respeito demais a Michelle. E eu tenho a convicção, que a gente vai superar mais esse momento difícil e que ela vai estar caminhando junto com a gente, porque ela sabe que o Brasil não suporta mais quatro anos de PT. Ela sabe que vai estar ainda mais perseguida. E ela sabe que a única alternativa que tem para a gente mudar esse país é por Flávio Bolsonaro ou indicado do presidente Bolsonaro”, declarou o senador.
O parlamentar prosseguiu: “Então, eu quero, na frente de todas vocês aqui, parabenizar a Michelle mais uma vez pelo trabalho que ela fez no PL Mulher. Muitas que estão aqui são representantes do PL nos estados, se interessaram por política, resolveram ser pré-candidatas, inspiradas no que a Michelle falou, no que a Michelle defendeu, e tem que ser reconhecido esse trabalho dela, e já reconheci uma vez, estou reconhecendo aqui de novo.”
Apesar de um clima de frustração notado entre alguns participantes pela ausência de nomes como as senadoras Tereza Cristina e Damares Alves, Flávio Bolsonaro reforçou que o projeto partidário segue firme e com portas abertas para a colaboração de todas. O senador enfatizou que a atuação do PL pretende ir além do período eleitoral. “Trabalhar com elas e para elas! Não só agora na pré-campanha e campanha, mas durante todo o governo”, enfatizou o parlamentar.
Segundo Flávio, a campanha da direita terá como eixos fundamentais temas como a autonomia econômica, a saúde e, prioritariamente, a segurança da mulher. O senador argumentou que a legenda dará atenção especial ao endurecimento de penas para agressores e ao fortalecimento de políticas de prevenção ao feminicídio. Para ele, o foco em liberdade e independência financeira também será um dos pilares centrais para conquistar o eleitorado feminino.
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