Leo Bezerra regulamenta lei que alia preservação do patrimônio e crescimento urbano

O prefeito Leo Bezerra assinou, nesta segunda-feira (29), o decreto que regulamenta a Transferência do Direito de Construir (TDC), instrumento urbanístico por meio do qual o Poder Público autoriza o proprietário de um imóvel urbano (imóvel cedente) a transferir, alienar ou exercer em outro local (imóvel receptor) o potencial construtivo previsto na legislação urbanística.

A solenidade foi realizada no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, e reuniu representantes da construção civil, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e da Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg-PB).

Podem ser classificados como imóveis cedentes aqueles tombados ou localizados na poligonal do Centro Histórico de João Pessoa, contribuindo para a preservação do patrimônio cultural. Também se enquadram nessa categoria os imóveis situados em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal e áreas de proteção de mananciais. Além disso, o instrumento contempla imóveis destinados ao uso público ou social, necessários à implantação de equipamentos públicos, obras de infraestrutura urbana e intervenções de adequação do sistema viário.

O prefeito enfatizou que o decreto não altera a Lei do Gabarito em relação ao escalonamento de edifícios na Orla e que as regras visam diminuir burocracias e permitir que o crescimento da cidade continue acontecendo de maneira sustentável. “Com o objetivo de valorizar ainda mais o nosso Centro Histórico, ampliar os investimentos em diversos setores e promover o adensamento urbano de nossa cidade. Buscamos promover a revitalização da área central, alinhando-nos a processos de requalificação urbana observados em outras capitais, com o intuito de estimular o crescimento e a vitalidade da região”, afirmou o prefeito.

As regras foram apresentadas pelos secretários Ayrton Falcão (Planejamento), Thiago Lucena (Inovacentro) e Welison Silveira (Meio Ambiente). Na ocasião, foi explicado que o proprietário do imóvel cedente passa a contar com uma série de direitos previstos no instrumento da Transferência do Direito de Construir (TDC). Entre eles, está a possibilidade de utilizar o potencial construtivo em outro imóvel de sua propriedade ou de aliená-lo para um ou mais imóveis de terceiros, respeitando o Índice de Aproveitamento (IA) máximo permitido para o imóvel receptor, que varia conforme a região da cidade. Além disso, a legislação estabelece que, em caso de alienação do potencial do imóvel cedente, não haverá incidência do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) na transação.

“Para a Prefeitura de João Pessoa, essa iniciativa viabiliza a dinamização urbana e oferece ao proprietário os meios necessários para restaurar e conservar edificações que, muitas vezes, encontram-se em estado de abandono ou deterioração. Ao assumir o compromisso de preservação, o proprietário obtém recursos para a manutenção do bem, promovendo a recuperação do patrimônio histórico e ambiental da cidade. Dessa forma, estimula-se o crescimento sustentável e ordenado, direcionando o adensamento para as áreas que já possuem infraestrutura adequada para suportar esse desenvolvimento”, afirmou o secretário de Planejamento, Ayrton Falcão.

Potencial construtivo
Corresponde à quantidade de área que o proprietário de um lote urbano tem o direito de edificar, expressa em metros quadrados (m²). Esse potencial é definido de acordo com o Índice de Aproveitamento (IA) estabelecido para a zona onde o imóvel está localizado, um dos principais parâmetros urbanísticos previstos no Plano Diretor (PD) e na Lei de Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo (LUOS). Para o cálculo do potencial construtivo transferível, a legislação considera, além da relação direta com o IA, critérios como a variação conforme o tamanho do terreno e a equivalência entre bairros, com base nos valores da Planta Genérica de Valores (PGV).

Centro Histórico
O secretário da Inovacentro, Thiago Lucena, ressaltou a importância do uso da TDC para a região do Centro Histórico. “Por exemplo, um proprietário de um terreno no Centro Histórico tem um projeto de verticalizar um imóvel, mas como isto não é possível pela questão da preservação da área, a Prefeitura passa a fazer uma compensação, uma justiça social, permitindo que essa área não utilizada seja aproveitada em outro imóvel de sua titularidade ou transacionada no mercado. Em vez de ter um imóvel parado, agora o proprietário passa a ter um ativo econômico”, observou.

Thiago Lucena reforçou que esse compromisso firmado perante a Prefeitura tem validade de, no mínimo, 10 anos, conforme estipulado na Legislação. “Essa é uma grande política de desenvolvimento urbano, aliada à preservação do Centro Histórico e à preservação ambiental, em parceria com o setor privado, que são os proprietários de imóveis”, sintetizou.

Ayrton Falcão afirmou que o proprietário do imóvel cedente deve assinar um termo pela conservação e manutenção do imóvel e estará sujeito a fiscalizações periódicas da Prefeitura, sob pena de multas em caso de descumprimento das obrigações de manutenção e conservação.

Desafios ambientais
O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, apontou que um dos grandes desafios do crescimento das cidades é a fiscalização, principalmente nas áreas mais sensíveis do ponto de vista ambiental. Para ele, trazer a iniciativa privada como parceira interessada em preservar essas áreas, é uma inovação para a cidade de João Pessoa.

“Outras cidades já têm aplicado esse instrumento, a exemplo de Porto Alegre, e esse tipo de norma aliada ao Plano Diretor e a toda legislação pertinente proporciona avanços à nossa cidade. Essa ferramenta incentiva o mercado da construção civil e imobiliário, ao passo que eles têm ciência de que ter uma área de preservação ambiental nos arredores também é viável. Vai ser lucrativo para eles trabalhar para manter essas áreas preservadas e isto incentiva o mercado a manter João Pessoa com essa qualidade de vida já conhecida”, ressaltou o secretário.

Segmento da construção civil celebra
“Essa iniciativa que a Prefeitura traz hoje, ela faz com que esse interesse se desperte em vários empresários. Uma cidade que cresce por igual, que cresce de forma uniforme. E esse mecanismo faz com que o investimento que está na praia, que está na Zona Sul, chegue no Centro Histórico. E isso é importante porque a cidade que defendemos é uma cidade igual. Que ela tenha riqueza, que gere empregos, que tenha todo esse desenvolvimento”, afirmou Ozaes Mangueira, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Cívil de João Pessoa.

Secom PMJP

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Com as variações climáticas, o período de chuvas na Capital e a grande movimentação em torno das festividades juninas, a Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta para a importância de adotar cuidados simples no dia a dia para evitar gripes e resfriados. O cenário de grandes aglomerações em shows públicos, somado ao tempo úmido, reforça a necessidade de mudanças de hábitos e da atualização vacinal para impedir que os vírus se espalhem. Embora provoquem sintomas parecidos, como nariz escorrendo, espirros e entupimento nasal, o resfriado costuma ser mais leve. Já a gripe apresenta um quadro mais forte, com febre alta, cansaço extremo e dores por todo o corpo. Para barrar essas doenças, a área técnica da Saúde orienta os moradores a adotarem práticas fáceis de proteção no cotidiano. Esse alerta ganha ainda mais relevância diante do monitoramento do tempo para este mês de junho. De acordo com previsões da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o período é marcado por muita umidade e chuvas frequentes, que costumam se concentrar durante a noite e nas primeiras horas da manhã. Essa oscilação do tempo e a tendência de as pessoas passarem mais tempo em locais fechados e com pouca ventilação facilitam o contágio pelos vírus respiratórios na Capital. A atenção aos detalhes na rotina diária é o que dita o ritmo da transmissão do vírus. A SMS alerta que, em dias chuvosos, o uso de transporte público e o contato com superfícies de grande circulação, como corrimãos e balcões, exigem atenção redobrada, já que o vírus pode sobreviver ativo por até oito horas nesses locais se as mãos não forem higienizadas de imediato. Além disso, manter escritórios e salas de casa completamente fechados por causa do ar-condicionado ou para se proteger do vento frio, impede a renovação do ar, criando o ambiente perfeito para o contágio. Da mesma forma, hábitos comuns como levar as mãos ao rosto antes de lavá-las ou compartilhar copos e talheres, são as portas de entrada mais frequentes para o vírus no organismo. O secretário municipal de Saúde, o médico Luis Ferreira Filho, destacou que a conscientização coletiva é fundamental para atravessar o período de chuvas com mais segurança, especialmente durante as festividades do mês. “Cuidar da saúde e prevenir essas viroses depende de atitudes simples, mas que salvam vidas. Estamos em junho e as festas juninas continuam movimentando as cidades, o que naturalmente leva a grandes aglomerações em shows e eventos públicos, muitas vezes debaixo de chuva ou sereno. Esse cenário exige um cuidado redobrado de todos. O apelo principal é para que as pessoas aproveitem com responsabilidade, não frequentem os eventos se estiverem com sintomas gripais e nunca se automediquem, pois mascara os sinais da doença e adia o tratamento correto. Adotar a prevenção e manter a vacinação em dia é a nossa melhor proteção, principalmente para blindar nossas crianças e idosos”, afirmou. Para quem já está com os primeiros sintomas, a orientação é procurar primeiro a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de casa. Se o médico da USF perceber a necessidade de um atendimento especializado, o paciente será encaminhado para a Policlínica Municipal de Jaguaribe, onde receberá o acompanhamento de médicos especialistas em alergias ou pulmão. O médico e diretor-técnico da UPA Cruz das Armas, Felipe Montenegro, reforça que a prevenção contra gripes e resfriados depende da adoção de hábitos simples no dia a dia. “Nossa melhor defesa contra gripes e resfriados é construída diariamente por meio de um conjunto de hábitos preventivos. O pilar fundamental é a vacinação anual, que funciona como um treinamento especializado para o sistema imunológico, permitindo que ele reconheça e combata os vírus de forma rápida, evitando complicações graves. No entanto, a prevenção não para na vacina. A higiene das mãos continua sendo uma das armas mais eficazes: lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel interrompe o ciclo de transmissão de diversos patógenos. Além disso, a etiqueta respiratória, como cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, é um ato de proteção coletiva essencial. Por fim, não podemos esquecer que um corpo resiliente depende de um estilo de vida equilibrado. Manter-se bem hidratado, garantir uma alimentação rica em nutrientes e priorizar o sono reparador são medidas que fortalecem diretamente a imunidade natural. Prevenir é um compromisso diário com a sua saúde e com a segurança de quem está ao seu redor”, destacou. Fluxo de atendimento– Nos casos em que os sintomas piorarem, como falta de ar ou febre alta que não passa, o fluxo de atendimento na Rede Municipal é dividido por idade. As crianças com esses sinais devem ser levadas direto para o Hospital Municipal Valentina, enquanto os adultos devem buscar ajuda imediata em uma das quatro UPAs de João Pessoa, que ficam nos bairros Jardim Oceania, Valentina Figueiredo, Bancários e Cruz das Armas. Manter as vacinas em dia continua sendo o passo mais importante para garantir a saúde de toda a cidade. A SMS destaca ainda que, fortalecer a imunização em toda a Capital é o caminho mais seguro para diminuir as filas nas urgências e garantir que a população aproveite o período das festas com proteção integral.

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