
Os dois principais hospitais de emergência e trauma da Paraíba contabilizaram 2.857 atendimentos durante as festividades de São João. No Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, foram registradas 1.380 entradas entre a zero hora da sexta-feira (19) e o final da quarta-feira (24). No mesmo período, a unidade da capital realizou 80 procedimentos cirúrgicos de alta e média complexidade, divididos igualmente entre demandas emergenciais e eletivas. Desse montante assistencial, 416 pacientes foram classificados em estado grave ou gravíssimo.
O balanço estatístico da Capital aponta que as quedas lideraram as causas de internamento, com 268 ocorrências, seguidas de perto por acidentes com motocicletas, que somaram 159 casos, e retirada de corpos estranhos, com 131 registros. O relatório detalha ainda atendimentos por traumas gerais (95), episódios de Acidente Vascular Cerebral (41), agressões físicas (18), ferimentos por arma de fogo (17), acidentes de bicicleta (11), atropelamentos (10), acidentes automobilísticos (8) e lesões por arma branca (3). No recorte sociodemográfico, os adultos de 19 a 59 anos representaram a maior parcela dos internados, totalizando 840 pacientes, enquanto o bairro de Mangabeira, com 87 entradas, e o município de Santa Rita, com 111 casos, lideraram as estatísticas de procedência.
As ocorrências de queimaduras na unidade de João Pessoa apresentaram uma redução de 27% em comparação com o feriado junino do ano passado, caindo de 29 para 21 atendimentos. Desse total atual, nove casos foram provocados diretamente pelo manuseio de fogos de artifício. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) atribui a retração dos índices ao impacto preventivo das ações integradas da campanha institucional “Marcas que Ficam para Sempre”, voltada à conscientização sobre os perigos de artefatos pirotécnicos.
Campina Grande realiza mais de 1,4 mil atendimentos e registra dez casos de queimaduras por fogos em crianças
O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, prestou assistência a 1.477 usuários entre o sábado (20) e as 23h59 da quarta-feira (24). A equipe médica da unidade hospitalar do Agreste executou 145 intervenções cirúrgicas no período. O dia de maior resolutividade e fluxo nas engrenagens de urgência e emergência foi a segunda-feira (22), com 349 fichas abertas, enquanto o domingo (21) acusou o menor movimento, recebendo 254 cidadãos. Do público total assistido, o perfil masculino foi majoritário, respondendo por 815 acolhimentos, contra 662 do sexo feminino.
No mapeamento das causas de entrada no Trauma de Campina Grande, as quedas figuraram no topo com 216 registros, acompanhadas por 163 vítimas de acidentes com motos. O balanço oficial da instituição também fixou atendimentos decorrentes de agressão física (20), episódios de AVC (16), acidentes automobilísticos (11), atropelamentos (6), ferimentos por arma branca (5), acidentes de bicicleta (4) e lesões por disparos de arma de fogo (2).
Na Ala de Queimados da unidade campinense, foram consolidados 11 atendimentos específicos da área regulamentar. O diagnóstico apontou que dez lesões foram provocadas por explosões de fogos de artifício e uma por contato direto com fogueira. O dado epidemiológico mais preocupante do setor revelou que o perfil das vítimas foi composto majoritariamente pelo público infantil, sendo nove crianças e apenas dois adultos afetados. A instituição permanece como a principal referência em alta complexidade para uma cobertura que abrange 203 municípios paraibanos.
da Redação