
Duas crianças de dois anos foram internadas após sofrerem queimaduras causadas por fogos de artifício em João Pessoa. A informação consta no boletim médico do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, divulgado nesta quarta-feira (24). As ocorrências coincidiram com as celebrações da véspera e do Dia de São João na Capital Paraibana.
O primeiro caso envolve uma criança residente no Bairro das Indústrias, que deu entrada na unidade hospitalar às 21h desta terça-feira (23). O segundo atendimento foi registrado pouco depois da meia-noite desta quarta-feira, envolvendo um menino morador do bairro do Rangel. Em ambas as situações, as vítimas foram submetidas a procedimentos médicos de emergência e, após passarem por um período regulamentar de observação, receberam alta.
Diante do aumento de acidentes no período junino, o Hospital de Trauma de Campina Grande também reforçou o alerta à população por meio de orientações técnicas divulgadas pela médica Isis Lacerda. A especialista destacou que o manuseio de fogos por crianças exige atenção redobrada, devendo ocorrer exclusivamente em ambientes externos e sob a supervisão direta de um adulto, mesmo quando o artefato é classificado como seguro para a faixa etária. Como medida de prevenção, a médica sugere manter um balde com água ou areia por perto para conter chamas em caso de pane.
A profissional recomendou ainda que a população nunca tente reacender fogos que falharam, evite desmontar ou agrupar diferentes explosivos e jamais acenda os materiais em ambientes fechados. O alerta estende-se aos cuidados com as fogueiras no dia seguinte ao acendimento, principalmente em áreas rurais onde a prática é comum. Segundo a médica, as brasas cobertas por cinzas brancas continuam ativas e representam alto risco de queimadura grave. O manuseio de panelas quentes e o preparo de comidas típicas também exigem isolamento da cozinha para evitar acidentes domésticos com o público infantil.
Em caso de queimaduras, a orientação da equipe médica é lavar o local atingido imediatamente apenas com água corrente, sem aplicar pomadas, cremes ou produtos caseiros. Logo após o resfriamento da pele, a área deve ser protegida com um pano limpo ou curativo adequado até o atendimento especializado em uma unidade de saúde.
da Redação