Nível superior, brancos e capitais: onde governo Lula encara maior rejeição

A mais recente pesquisa Ipsos-Ipec, realizada entre os dias 13 e 17 de junho de 2026, detalha os indicadores demográficos de desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento factual aponta que os eleitores com diploma universitário, a população autodeclarada branca e os moradores das capitais brasileiras lideram os índices de rejeição à gestão federal.

O estudo presencial ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais em 130 municípios de todo o território nacional. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95%.

Desaprovação avança entre mais instruídos e capitais
Os indicadores de escolaridade expõem uma das maiores distâncias de percepção no levantamento. Enquanto 51% dos eleitores com ensino superior avaliam a atuação no controle e corte dos gastos públicos como ruim ou péssima, a rejeição cai para 36% entre quem possui o ensino fundamental.

Na área de segurança pública, 37% dos entrevistados com nível superior consideram a gestão péssima, patamar que recua para 25% entre os que têm o ensino fundamental.

A condição geográfica também determina focos de insatisfação. Moradores de capitais reprovam mais a segurança pública, com 39% de avaliação péssima, diante de 29% registrados no interior. No combate à inflação, a taxa de péssimo alcança 41% nas capitais e cai para 32% nos municípios do interior.

Renda e religião acentuam os contrastes
A divisão econômica da pesquisa indica que a rejeição é diretamente proporcional ao poder aquisitivo. No controle de gastos, 47% das pessoas com renda familiar superior a 5 salários mínimos classificam a atuação como péssima. O índice recua para 29% na faixa que recebe até 1 salário mínimo.

O recorte de raça e cor mostra que 33% dos entrevistados brancos avaliam a segurança como péssima, enquanto o índice é de 32% entre pretos e pardos. No combate ao desemprego, a desaprovação péssima soma 29% entre brancos e 27% entre pretos e pardos.

Sob a perspectiva religiosa, os evangélicos lideram a desaprovação ao governo federal. O segmento registra 47% de avaliação péssima na gestão dos gastos públicos e 41% na segurança pública. Entre os católicos, os índices de péssimo para essas mesmas áreas são de 30% e 28%, respectivamente.

Preferência eleitoral divide as avaliações
O relatório do Ipec expõe como o voto no segundo turno da eleição de 2022 dita a percepção atual. Entre quem escolheu Jair Bolsonaro, 66% definem o controle de gastos públicos como péssimo e 60% dão a mesma nota para a segurança.

Para os eleitores de Lula, os percentuais de avaliação péssima desabam para 5% no setor de gastos e 10% na área de segurança pública.

Band.com.br

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