
A ativista Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história inspirou a criação da principal legislação de combate à violência de gênero no país, cumpre agenda em João Pessoa nesta terça-feira (16). Ela é a convidada de honra do evento “Vozes que Transformam”, uma mobilização social que celebra as duas décadas de vigência da Lei nº 11.340/06 e debate novos caminhos para o fortalecimento da rede de proteção e o enfrentamento aos crimes domésticos e familiares no estado.
O encontro reúne membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, servidores de segurança e representantes da sociedade civil organizada para discutir políticas públicas. Durante o turno da manhã, os debates e painéis temáticos ocorrem no auditório do Ministério Público da Paraíba (MPPB), com foco em estratégias institucionais e ações articuladas de fiscalização e acolhimento.
No período da tarde e da noite, a programação cultural e literária será transferida para o Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural. O público local poderá participar de uma sessão de autógrafos com a escritora e assistir à encenação do espetáculo “Do Silêncio à Voz”, montagem teatral que retrata a trajetória histórica das mulheres contra a opressão e estimula os canais de denúncia.
Para a coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), juíza Graziela Queiroga Gadelha, a vinda da líder cearense consolida as iniciativas locais e renova as metas de segurança pública. “Temos a satisfação de receber em nosso Estado Maria da Penha Maia Fernandes para um momento de diálogo, reflexão e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Como o próprio nome do evento traduz, devemos ser, em cada ramo de atuação, vozes que transformam”, avalia a magistrada.
Graziela Queiroga Gadelha também pondera que a união entre os poderes serve de resposta ao aumento de casos registrados no ambiente familiar nos últimos anos no estado. “A atuação jurisdicional e as ações preventivas demonstram que, apesar dos números crescentes dos últimos anos, seguimos acreditando em tempos melhores, em uma sociedade que não naturaliza a violência e que respeita a dignidade e a vida humana”, acrescenta.
As vagas para as palestras institucionais realizadas no período matutino são limitadas e exigem preenchimento de formulário eletrônico disponibilizado pela organização. As atividades culturais e artísticas da segunda metade do dia, sediadas no teatro, possuem entrada franca e livre acesso para os interessados em acompanhar as apresentações.
da Redação