
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), evitou antecipar qualquer definição sobre o seu segundo voto para o Senado Federal nas eleições de outubro. Durante a solenidade de abertura da campanha Junho Violeta, de combate à violência contra a pessoa idosa, realizada nesta segunda-feira (15) no Centro Cultural Mangabeira Tenente Lucena, o gestor afirmou que as discussões políticas só serão retomadas após o encerramento do período junino.
Ao ser questionado sobre as recentes movimentações nos bastidores da política paraibana, Leo Bezerra enfatizou que a prioridade do momento é o andamento das ações administrativas da prefeitura. “Eu danço o São João pensando em João Pessoa, em trazer mais benefícios para João Pessoa, resolver os problemas da nossa população. E aí, conversar sobre política só depois do São João”, declarou o chefe do Executivo municipal, adotando um tom cauteloso.
A postura do prefeito ocorre em um momento de intensa articulação para as duas vagas ao Senado em disputa este ano. Recentemente, o grupo político de Guarabira, liderado pela prefeita Léa Toscano (União Brasil) e pela deputada estadual Camila Toscano (MDB), anunciou apoio formal à pré-candidatura do prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), fortalecendo o projeto eleitoral do gestor sertanejo na região do Brejo.
As especulações em torno do posicionamento de Leo Bezerra ganharam força após a divulgação de uma fotografia registrada na última sexta-feira (12), durante a abertura dos festejos juninos de Guarabira. Na imagem, o prefeito da capital aparece ao lado de Nabor Wanderley e de Camila Toscano. O encontro repercutiu de imediato nos bastidores, levantando hipóteses sobre um possível alinhamento.
Além da proximidade partidária na base aliada, Leo e Camila possuem laços consanguíneos, a deputada é prima do prefeito de João Pessoa, e ambos integram o mesmo arco de alianças que dá sustentação ao projeto do prefeito licenciado de João Pessoa e pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena (MDB). Apesar da leitura de analistas políticos que enxergaram o registro como um indicativo de aproximação com Nabor, Leo Bezerra preferiu blindar a gestão e manter o suspense sobre o fechamento de seu apoio majoritário.
da Redação