Olímpio Rocha aciona MP para que Walber dê nome de criminosos na segurança pública

As fortes declarações do deputado estadual Walber Virgolino (PL) sobre a existência de criminosos nas forças policiais motivaram uma representação formal na esfera jurídica. O pré-candidato ao Governo do Estado, Olímpio Rocha (PSOL), ingressou com um pedido junto ao Ministério Público da Paraíba neste sábado (13) para instaurar uma investigação oficial sobre o caso.

A petição exige que o órgão chame o parlamentar para prestar depoimento e esclarecer em detalhes as graves acusações de corrupção interna que ele afirma testemunhar no sistema de segurança pública. A iniciativa judicial ocorreu após o deputado se envolver em um embate político com a deputada estadual Cida Ramos (PT), que o incitou a expor os nomes dos envolvidos.

O estopim da discussão foi o questionamento da imprensa sobre a Operação Perfidus, que prendeu um delegado e dois agentes civis por tráfico de drogas e envolvimento com facções. Ao comentar o caso, o parlamentar reagiu de forma contundente contra a exposição de documentos seus na imprensa nacional.

“Eu não aceito por parte da Secretaria de Segurança Pública o meu ofício sendo exposto no Fantástico. Se quiserem que eu diga quem é bandido na segurança pública, me aperta uma coisinha que eu digo. Porque eu conheço a segurança pública, sei quem é quem, sei quem exagera, sei quem rouba, sei quem é tudo lá dentro”, frisou Walber Virgolino.

Na representação enviada aos promotores, o prefeiturável argumenta que falas dadas de maneira ampla prejudicam a imagem das instituições e acabam blindando os verdadeiros culpados.

“A segurança pública é atividade essencial do Estado e exige confiança institucional da população. Declarações genéricas sobre a existência de policiais corruptos, sem a devida identificação dos envolvidos e sem encaminhamento formal dos elementos probatórios, podem produzir dois efeitos igualmente graves. De um lado, podem gerar suspeição indevida sobre toda a corporação, atingindo policiais honestos e comprometidos com o serviço público. De outro, podem permitir que eventuais agentes criminosos permaneçam impunes, caso as informações não sejam formalizadas, investigadas e judicialmente apuradas”, cita Olímpio Rocha no pedido.

O documento solicita ao Ministério Público que faça um pente-fino nas acusações para mapear quais crimes foram cometidos e se há ligação direta com a operação que deteve os policiais. O representante do PSOL quer que a promotoria avalie a necessidade de abertura de inquéritos criminais específicos e verifique se as provas ocultadas colocam em risco a sociedade paraibana.

“Portanto, não se trata de mera divergência política entre parlamentares, mas de notícia de possível conhecimento de crimes graves envolvendo agentes públicos armados, integrantes do sistema de segurança do Estado, com potencial conexão com corrupção, organização criminosa, tráfico de drogas e proteção institucional a práticas ilícitas”, argumentou Olímpio Rocha.

da Redação

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