Cida Ramos e Walber Virgolino trocam farpas ao vivo durante entrevista na Arapuan FM

Os deputados estaduais Cida Ramos (PT) e Walber Virgolino (PL) protagonizaram um forte embate político e pessoal nesta sexta-feira (12), durante o programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM. O desentendimento começou após uma declaração dada por Virgolino na  ultima terça-feira (9), quando o parlamentar afirmou publicamente que saberia a identidade de policiais militares corruptos atuantes na corporação paraibana.

Em reação à fala do colega de Assembleia Legislativa, Cida Ramos publicou um vídeo em suas redes sociais cobrando que o deputado divulgasse formalmente os nomes dos supostos envolvidos. Durante a entrevista, a petista reforçou a cobrança, argumentando que Virgolino, por sua formação como delegado de polícia e pelo cargo que ocupa, tem a obrigação legal de encaminhar tais dados às autoridades competentes para resguardar a integridade e a credibilidade da Polícia Militar. Para ela, generalizar a denúncia sem apontar os responsáveis coloca sob suspeita toda a categoria de servidores da segurança.

Ao rebater os questionamentos no estúdio da emissora, Walber Virgolino subiu o tom e acusou a presidente do PT de tentar capitalizar o assunto para obter ganhos eleitorais. O deputado preferiu desviar do foco das acusações sobre a corporação e relembrou polêmicas antigas envolvendo o nome da parlamentar.

“Eu sei o que estou dizendo. Ela tem que se explicar sobre os seis milhões de filtros que ela comprou em Santa Rita”, rebateu o parlamentar, fazendo referência a contratos de gestões passadas.

Na sequência do confronto, Virgolino citou desdobramentos de investigações do Ministério Público para confrontar Cida Ramos. “Quem recebeu a visita da polícia foi ela, a denúncia da Operação Calvário”, disparou o deputado do PL.

O deputado estadual encerrou sua participação no bloco reafirmando sua postura corporativista e prometendo manter uma linha dura de enfrentamento contra discursos da oposição que, em sua análise, desqualifiquem o trabalho dos policiais do estado. “Toda vez que quiserem atingir a Polícia Civil, como ela atingiu, eu estarei lá para defender. Sou membro da segurança pública e não aceito isso”, concluiu Walber Virgolino.

da Redação

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