
A Polícia Civil da Paraíba intimou a diretoria da escola particular localizada no bairro Jardim Cidade Universitária, na Zona Sul de João Pessoa, para prestar depoimento nesta terça-feira (2). A medida foi tomada após duas ex-funcionárias do colégio afirmarem, em depoimento, que foram vítimas de crimes sexuais praticados pelo porteiro da instituição, um homem de 51 anos preso preventivamente, e que a gestão escolar ignorou os alertas sobre os abusos.
O delegado responsável pelo caso, Lucas Sá, explicou que as duas mulheres relataram ter comunicado as condutas do suspeito diretamente à direção da escola e, diante da ausência de providências, decidiram pedir demissão. O objetivo da intimação é apurar se a comunicação dos abusos de fato ocorreu e confrontar as versões. Caso a omissão seja comprovada pelas investigações, os fatos serão formalmente relatados ao Poder Judiciário.
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Na esfera criminal, o delegado esclareceu que, até o momento, não foram encontrados indícios de coparticipação ou conivência que configurem crime por parte da instituição de ensino. No entanto, o policial ressaltou que a conduta da escola pode ser alvo de responsabilização nas áreas cível e administrativa. Procurada pela reportagem para se posicionar sobre as acusações e a intimação, a direção do estabelecimento de ensino não emitiu resposta.
Histórico de crimes e prisão do investigado
O porteiro foi capturado pelas equipes policiais na última sexta-feira (29), após a decretação de sua prisão preventiva pela 2ª Vara das Garantias da Comarca de João Pessoa, que contou com parecer favorável do Ministério Público. As investigações contra ele começaram depois que uma mulher registrou queixa informando ter sido abordada de forma agressiva pelo suspeito enquanto caminhava em direção a uma academia no bairro de Água Fria.
A partir do relato, os investigadores conseguiram identificar a motocicleta utilizada pelo homem para cometer as abordagens e traçaram a rota do investigado. O avanço do inquérito revelou um histórico de delitos de natureza sexual cometidos nos últimos dois anos na Zona Sul da capital, incluindo uma tentativa de estupro e a exibição de conteúdos pornográficos para uma adolescente de 14 anos.
da Redação