
O uso de armas de fogo foi o fator determinante em mais de 80% das mortes violentas registradas na Paraíba em 2024, de acordo com o relatório recém-publicado do Atlas da Violência 2026. Produzido em conjunto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o diagnóstico aponta que das 1.058 mortes violentas anotadas em território paraibano ao longo daquele ano, 888 foram causadas por disparos de armas de fogo. Esse índice coloca o estado na segunda posição do ranking nacional de letalidade por esse tipo de armamento, atrás apenas do Ceará, e supera expressivamente o patamar médio verificado em todo o país.
Embora o índice atual chame a atenção das autoridades, a análise histórica revela um recuo expressivo superior a trinta por cento no volume de assassinatos cometidos com armamentos nos últimos dez anos. O topo dessa série histórica recente ocorreu no ano de 2014, quando o estado computou 1.253 episódios dessa natureza. O cenário mais brando dentro do monitoramento de dez anos aconteceu em 2019, seguido por uma oscilação que permaneceu na casa dos novecentos casos, até atingir o patamar de 888 notificações no último ano consolidado pelo estudo.
Abaixo, a evolução histórica do número de óbitos provocados por disparos de armamentos na Paraíba:
No mapeamento municipal das regiões com mais de 100 mil moradores, o levantamento leva em consideração os homicídios estimados, metodologia que engloba a soma dos assassinatos registrados oficialmente e as subnotificações na segurança pública. Na comparação regional que aponta as principais localidades do Nordeste, as cidades paraibanas aparecem com os seguintes indicadores de letalidade:
da Redação