Julian Lemos eleva o tom, chama família Bolsonaro de “quadrilha familiar”

O ex-deputado federal Julian Lemos (Progressistas) subiu o tom contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus familiares nesta sexta-feira (29). Em entrevista à Rádio Arapuan FM, o ex-parlamentar paraibano afirmou que já previa há dois anos que o ex-mandatário não daria suporte a nenhum projeto eleitoral que estivesse fora do seu núcleo familiar.

“Eu disse isso há dois anos atrás, não havia nenhuma possibilidade da família Bolsonaro apoiar qualquer outra pessoa. As pessoas falavam que vai apoiar Tarcísio, não vai, não confie em ninguém”, disparou.

Julian também analisou o cenário interno do bolsonarismo e o papel da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Para ele, embora Michelle possua o perfil mais competitivo para herdar o capital político do grupo, ela enfrenta barreiras impostas pelos próprios enteados.

“O nome mais forte que vai surgir vai ser o de Michelle Bolsonaro, mas na hora que ela emergir, e ela tem uma energia, ela seria a pessoa mais indicada, mais leve para levar esse ativo político da família Bolsonaro, na hora que ela levantar a cabeça, os filhos derrubam ela”, avaliou.

O ex-deputado sugeriu que a ex-primeira-dama tem plena ciência dessas divergências internas e que isso se reflete em suas posturas públicas.

“Por que Michelle não apoia Flávio abertamente para candidato a presidente? Por que não apoia Carlos Bolsonaro em Santa Catarina? Porque ela sabe exatamente quem é aquele pessoal”, questionou.

De acordo com a tese apresentada por Julian Lemos, o isolamento político do clã é tão severo que o grupo preferiria ver a continuidade do atual governo federal a transferir seu espólio político para um aliado de fora.

“O plano B é Lula vencer a eleição e eles permanecerem com aquele espólio deles. Eles preferem que Lula vença, salvo alguém do sangue deles”, emendou.

Ao encerrar a entrevista, o progressista reforçou suas críticas à dinâmica interna do grupo: “A família Bolsonaro é isso, irmão. Quando é que vocês vão acordar? É isso. Ali é uma quadrilha familiar, é só entre eles. Bolsonaro não confia em ninguém”, concluiu.

da Redação

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