
A defesa da adolescente de 16 anos, apontada como mãe do bebê abandonado em Alhandra, ingressou com um pedido de avaliação psiquiátrica para comprovar se ela agiu sob o efeito de estado puerperal, alteração psicológica que ocorre logo após o parto. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pelo advogado Daniel Lopes, durante entrevista à Rádio Arapuan FM. Por ser menor de idade, a jovem não responderá na esfera criminal comum, mas sim por ato infracional com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O caso começou nessa terça-feira (19), quando moradores encontraram o recém-nascido em um vão estreito entre duas paredes. A equipe do Samu precisou quebrar parte da estrutura de alvenaria para resgatar a criança, que ainda estava ligada à placenta, apresentava hipotermia e ferimentos graves. O bebê foi socorrido para o Hospital de Trauma e depois transferido para o Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa, mas não resistiu a sucessivas paradas cardiorrespiratórias e morreu no final da noite.
De acordo com o representante jurídico, a adolescente escondeu a gestação de toda a família e deu à luz sozinha. O laudo especializado solicitado pelos defensores tenta mapear a saúde mental da jovem no momento do ocorrido. O documento será anexado aos procedimentos que tramitam na Justiça e no Ministério Público para definir as medidas socioeducativas aplicáveis ao caso.
da Redação
4