Após agressão a médicas, Trauminha terá posto policial 24h e mais botões de pânico

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) exigiu a adoção de medidas imediatas de segurança no Hospital Ortotrauma de Mangabeira, o Trauminha, na Zona Sul de João Pessoa. A ação ocorre após duas médicas serem agredidas por pacientes dentro da unidade de saúde no último domingo (17).

Leia mais: Médicas são agredidas no Hospital Trauminha de Mangabeira após cobrança por exame

Em reunião com a direção do hospital, o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, cobrou o cumprimento das diretrizes de proteção e obteve o compromisso de reformas estruturais. O Trauminha, que contava com apenas um botão de pânico, ampliará o sistema para quatro dispositivos. Além disso, a gestão do hospital garantiu a expansão do videomonitoramento e a instalação de um posto policial fixo 24 horas, composto por quatro policiais e guarda armada.

O CRM-PB manifestou solidariedade às profissionais agredidas e destacou o clima de vulnerabilidade nas unidades de saúde, onde trabalhadores frequentemente enfrentam ameaças e intimidações. Bruno Leandro ressaltou que, embora a Resolução 2.444/25 do Conselho Federal de Medicina (CFM) exija controle de acesso e suporte psicológico desde março do ano passado, muitas instituições ainda falham na prática, limitando-se a vigiar o patrimônio físico em vez de proteger a integridade das equipes. O conselho informou que continuará fiscalizando o cumprimento das normas para evitar novos episódios de violência.

da Redação

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