Lula aposta em boa relação com Trump para evitar novo tarifaço dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não precisa fazer “nenhum esforço” para que o presidente americano, Donald Trump, saiba que ele é “melhor que Bolsonaro”. A declaração, dada ao jornal The Washington Post, abriu caminho para o petista demonstrar otimismo de que sua relação pessoal e institucional com o líder republicano será suficiente para evitar um novo “tarifaço” dos Estados Unidos contra o Brasil.

“As discordâncias políticas não interferem na relação institucional”, garantiu o chefe do Palácio do Planalto, minimizando os ruídos ideológicos para focar no pragmatismo econômico e na diplomacia direta com Washington.

Para justificar seu otimismo em dobrar o estilo duro do presidente americano, Lula relembrou um momento curioso de bastidores durante um tour pelos corredores da Casa Branca. Na ocasião, o brasileiro perguntou, em tom de brincadeira, se Trump “não sabia sorrir”.

O americano justificou dizendo que a seriedade é a preferência de seus eleitores, mas acabou rindo da interação. Ao jornal, Lula pontuou: “Se consegui fazer Trump rir, posso conseguir outras coisas também. Você não pode simplesmente desistir”.

“Encontro produtivo”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde desta quinta-feira (7) que o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi “muito produtivo”. Ele também anunciou novas reuniões com representantes dos dois países para os próximos meses. O encontro dos dois durou em torno de três horas na Casa Branca.

“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito produtiva”, afirmou Trump em sua rede social.

A coletiva de imprensa que era prevista com os dois não ocorreu, e Lula deixou a Casa Branca por volta das 15h.

Trump ainda afirmou que representantes dos dois presidente terão novas reuniões para “discutir alguns pontos-chave”. “Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, afirmou o presidente americano.

Lula seguiu a mesma linha de Trump, mas foi mais sucinto, ao afirmar, também nas redes sociais, que a reunião foi “muito produtiva”. Ele seguiu para a embaixada brasileira em Washington, onde deve falar com a imprensa.

Band.com.br

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