
O evento “Arraiá do Henry”, que trazia como atração principal o cantor Henry Freitas na noite dessa sexta-feira (15), em João Pessoa, foi interrompido abruptamente na madrugada deste sábado (16). Uma operação de fiscalização conduzida pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) determinou o fechamento da festa pouco antes do horário previsto para o artista anfitrião subir ao palco, deixando o público sem a apresentação final.
A programação, que ocorria na casa de shows Lagoon Celebration, transcorria normalmente desde o início da noite e já havia registrado as apresentações completas de Ranniery Gomes, Kadu Martins e Rai Saia Rodada. De acordo com a assessoria jurídica do estabelecimento, a estrutura do local havia sido alvo de um embargo emitido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) ainda no período da tarde. No entanto, os organizadores recorreram à Justiça e obtiveram um mandado de segurança que garantiu a abertura dos portões às 19h.
A calmaria jurídica terminou por volta de 0h30, quando fiscais da Sudema compareceram ao espaço privado após o recebimento de denúncias. A autarquia ambiental informou que a fiscalização atendeu a uma requisição do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e fez parte de uma ação integrada de monitoramento. Técnicos do órgão realizaram aferições com equipamentos de medição acústica durante as apresentações e constataram que os níveis de pressão sonora estavam muito acima dos limites de decibéis permitidos pela legislação e pelas condicionantes da própria licença do evento, configurando crime de poluição sonora.
Com o flagrante técnico, a Sudema aplicou as sanções administrativas cabíveis, que incluíram a lavratura de auto de infração, o embargo imediato das atividades e a apreensão preventiva dos equipamentos de sonorização, forçando o encerramento da festa. O órgão estadual enfatizou que a abordagem seguiu critérios estritamente técnicos, isentos e amparados pela legislação de proteção ambiental vigente.
Por outro lado, a gerência da casa de eventos criticou a postura das equipes de fiscalização, alegando a ausência de notificações prévias e classificando o encerramento forçado como um ato de perseguição direcionada. Os responsáveis relataram que tentaram acionar o plantão do Poder Judiciário por volta de 1h30 para reverter o fechamento, mas não obtiveram resposta em tempo hábil devido ao horário avançado. A organização adiantou que vai formalizar novas medidas nas instâncias judiciais para questionar os prejuízos e as sanções aplicadas. O cantor Henry Freitas, que aguardava o chamado para o show no camarim, preferiu não emitir posicionamento oficial sobre o episódio.
da Redação