
O sepultamento de Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, foi realizado na manhã desta quinta-feira (30), no cemitério de Bayeux, na Grande João Pessoa. Devido ao estado avançado de decomposição em que o corpo foi localizado, não houve a realização de velório, ocorrendo apenas uma cerimônia de homenagens na capela da unidade cemiterial com a presença de amigos e familiares.
A idosa estava desaparecida desde a manhã da quarta-feira (22), quando acompanhou um vizinho em uma consulta médica no Hospital Metropolitano. O corpo foi encontrado na manhã desta quarta-feira (29), em uma área de mata, durante buscas que contaram com o auxílio de cães farejadores e equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

Reconhecimento e perícia
Embora o reconhecimento oficial ainda dependa de exames laboratoriais do Instituto de Polícia Científica (IPC), o genro da vítima identificou o cadáver por meio de características específicas, como um vestido verde, uma pulseira e a cor das unhas. Durante as investigações, peritos encontraram fios de cabelo e fragmentos de tecido no carro do amigo da idosa, materiais que foram recolhidos para análise comparativa.
Depoimento do acompanhante
Willis Cosmo, que mantinha amizade com a idosa há cerca de 40 anos, foi a última pessoa a ser vista com ela. Em depoimento, ele relatou que ambos pararam em um matagal para colher mangas a pedido de Milce e que ela teria desaparecido “num piscar de olhos”. O homem chegou a ser conduzido à delegacia após a localização do corpo para prestar novos esclarecimentos, mas foi liberado em seguida. De acordo com o delegado Douglas Garcia, Willis não é considerado suspeito até o momento e foi ouvido para auxiliar na continuidade do inquérito.
da Redação