
O desaparecimento de quatro operários da construção civil, naturais da Bahia, mobiliza as forças de segurança da Paraíba desde as primeiras horas desta quinta-feira (2). Os homens, que estavam hospedados em uma casa de apoio no município de Bayeux, na Grande João Pessoa, não são vistos desde a última terça-feira (31). O grupo, composto por Cleibson Jaques (31), Lucas Bispo, Sidclei Silva (21) e Gismario Santos (23), é oriundo das cidades de Campo Formoso e Morro do Chapéu, na região da Chapada Diamantina.
O alerta foi dado na madrugada de quarta-feira (1º), quando o motorista responsável pelo transporte da equipe chegou à residência e encontrou o imóvel revirado e com sinais claros de desordem. De acordo com relatos colhidos pela Polícia Civil, os trabalhadores atuavam em uma obra na região há cerca de dois meses, mas haviam se mudado para o endereço em Bayeux há apenas 15 dias. O engenheiro responsável pelo empreendimento já formalizou o boletim de ocorrência, e a polícia trata o caso inicialmente como desaparecimento, sem descartar a hipótese de sequestro qualificado.
Segundo a esposa de uma das vítimas, ela realizava uma chamada de vídeo com o marido quando presenciou a invasão do quarto. Segundo o relato, luzes foram acesas abruptamente e vozes masculinas foram ouvidas em tom de ameaça antes que o celular fosse arremessado e a ligação interrompida. “Fica todo minuto na minha mente a cena do rosto dele, em pânico, na hora que acendeu a luz”, desabafou a familiar, ressaltando que o marido não possuía envolvimento com atividades ilícitas.
A linha de investigação coordenada pelo delegado Douglas Garcia aponta para uma possível retaliação do crime organizado local. Informações preliminares sugerem que um dos quatro trabalhadores teria frequentado uma área dominada pelo tráfico de drogas e se envolvido em desentendimentos com criminosos da região. A polícia suspeita que o grupo tenha sido alvo de uma “cobrança” violenta, motivando o sequestro coletivo. As autoridades solicitam que qualquer detalhe que ajude na localização dos baianos seja repassado de forma anônima através do Disque Denúncia 197.
da Redação