No ambiente escolar, a pressão se estende ao desempenho acadêmico; jovens relatam angústia ao comparar suas horas de estudo com postagens de terceiros que alegam dedicação integral, alimentando a sensação de que nunca fazem o suficiente.
Comparação com jogos de azar e regulação
Especialistas ouvidos pela reportagem comparam o funcionamento das redes sociais ao mecanismo de jogos de azar. A estrutura das plataformas foi desenhada para prender a atenção, o que gera um impacto perigoso no desenvolvimento cerebral dos adolescentes, que ainda estão em fase de formação. Além disso, a velocidade dos algoritmos e a disseminação de conteúdos irreais — como publicações de festas feitas por pessoas que estão, na verdade, em casa — contribuem para quadros de ansiedade, angústia e tristeza.
Diante desse cenário, diversas nações implementam restrições severas:
No ranking global, o Brasil ocupa a 32ª posição mundial e a 5ª colocação na América Latina. Para enfrentar o problema localmente, foi aprovado o chamado ECA Digital. A medida visa limitar o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos considerados inadequados, proibidos ou que induzam ao vício no uso das ferramentas digitais.
com Band.com.br