
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua com altos índices na Paraíba, principalmente entre crianças pequenas e idosos, de acordo com o boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (17) pela Fundação Oswaldo Cruz. O estado está entre os que mais registram aumento de casos de SRAG em idosos, com o influenza A predominando nas hospitalizações e óbitos.
Além da alta nos idosos, o estudo aponta que a Paraíba segue com alerta para SRAG em crianças, com o vírus sincicial respiratório (VSR) como o principal causador das internações. Em nível nacional, o VSR também é o vírus mais associado aos casos graves em crianças pequenas, seguido por rinovírus e influenza A.
Entre crianças de 5 a 14 anos, o rinovírus supera a influenza A em número de internações, mas o VSR continua liderando em gravidade. Já entre os idosos, a influenza A é a principal causa tanto de internações quanto de mortes. A Covid-19 também contribui para os óbitos nesta faixa etária, mas com um leve aumento no Rio de Janeiro, sem grande impacto nas hospitalizações.
Embora os números mostrem uma tendência de queda em muitos estados, incluindo a Paraíba, a maioria dos estados ainda mantém níveis classificados como alerta ou risco. A Paraíba é um dos estados do Nordeste que apresenta incidência moderada a alta de SRAG por influenza A entre os idosos, ao lado de Alagoas, Sergipe e Maranhão.
Até agora, o Brasil registrou 7.660 mortes por SRAG em 2025, sendo que 4.112 (53,7%) foram causadas por vírus respiratórios, 2.828 (36,9%) não apresentaram infecções virais detectáveis, e 154 (2%) ainda estão sob investigação. Influenza A lidera com 54,7% dos óbitos, seguida por Covid-19 (23,3%), VSR (10,7%), rinovírus (10,2%) e influenza B (1,7%).
A Fiocruz alerta que, apesar da redução geral no número de casos, os índices ainda são altos e destaca que a vacinação contra gripe e Covid-19 continua sendo a medida mais eficaz para reduzir hospitalizações e mortes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis: crianças, idosos e imunocomprometidos.
da Redação
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