
A casa onde um bebê de 23 dias foi morto a facadas, em Patos, no Sertão da Paraíba, foi invadida por vizinhos durante a madrugada desta quinta-feira (15). Objetos que estavam no imóvel, como uma cama e um colchão, foram retirados e queimados nas proximidades da residência.
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Segundo a Polícia Militar, equipes fizeram rondas na região para evitar atos de vandalismo. A invasão ocorreu no intervalo entre duas passagens das viaturas pelo local.
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A Polícia Civil procura informações que ajudem a identificar os responsáveis pelo arrombamento, pelo saque e pelo incêndio dos pertences. Caso sejam localizados, eles poderão responder pelos danos provocados à residência.
Ainda conforme a corporação, a invasão não comprometeu a investigação da morte do bebê. A perícia no imóvel havia sido realizada na quarta-feira (14), mesmo dia em que a criança foi encontrada morta.
O caso
O bebê foi localizado sem vida sobre uma cama na manhã de quarta-feira (14). O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela Polícia Militar e constatou que a criança apresentava diversas perfurações provocadas por faca, principalmente no abdômen, além de ferimentos em outras partes do corpo.
A perícia inicial apontou que o bebê sofreu pelo menos 15 golpes. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), onde passa por exames. Um laudo deverá confirmar a quantidade de ferimentos.
Os pais da criança foram detidos e autuados em flagrante por homicídio qualificado e omissão, conforme a Polícia Civil. As identidades não foram divulgadas.
Em depoimento, os dois apresentaram versões conflitantes e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelo crime. A polícia ainda investiga a participação de cada um e apura a possibilidade de o pai ter sido omisso.
De acordo com o delegado Gilson Duarte, são consideradas duas hipóteses: a de que a mulher tenha cometido o crime sozinha ou a de que o homem também tenha participado da ação. Testemunhas, incluindo vizinhos e pessoas que passavam pela rua, foram ouvidas.
Entre as contradições analisadas está o relato da mulher de que teria gravado o ocorrido. Durante a verificação inicial do celular, porém, os investigadores não encontraram vídeos relacionados ao crime. O aparelho foi apreendido e será submetido a perícia.
Ainda segundo o delegado, o pai e a mãe estavam separados havia algum tempo, mas permaneceram na mesma residência no dia do crime. A mulher afirmou à polícia que foi a Patos para retirar alguns móveis do imóvel. Ela também teria outro relacionamento com uma pessoa de São Bento, no Sertão paraibano.
da Redação




