Olímpio Rocha afirma que retirada de candidatura foi articulada para evitar segundo turno na Paraíba

A exclusão do advogado Olímpio Rocha (PSOL) da disputa pelo Governo da Paraíba teria sido motivada pelo crescimento de sua candidatura e pelo risco de a eleição estadual ser levada ao segundo turno.
Olímpio afirmou, nesta quarta-feira (7), que trackings e levantamentos internos feitos por adversários indicavam que seu desempenho poderia avançar durante a campanha. Ele afirmou que, diante desse cenário, setores ligados ao grupo governista e integrantes da direção nacional do PSOL teriam atuado para impedir sua participação no pleito.
O ex-candidato apontou o deputado Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) e o governador Lucas Ribeiro (Progressistas) como responsáveis pela articulação dentro do grupo governista. Também criticou setores da direção nacional do PSOL por, segundo ele, não terem adotado medidas capazes de reverter a decisão que inviabilizou sua candidatura.
“Não tenho dúvida nenhuma que foi por isso que o staff governamental, liderado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro e pelo governador, pediu a nossa cabeça”, declarou.
As acusações foram feitas por Olímpio Rocha durante a entrevista. O material apresentado não registra manifestação de Aguinaldo Ribeiro, Lucas Ribeiro ou dos setores do PSOL citados pelo ex-candidato.
Para Olímpio, a ausência de seu nome na eleição limitou as alternativas disponíveis ao eleitorado no primeiro turno. Ele afirmou que pessoas que demonstravam simpatia por sua candidatura acabaram votando em Lucas Ribeiro, sobretudo por associarem o governador ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ex-candidato disse ter recebido mensagens de eleitores que lamentaram não poder votar nele e relataram ter escolhido Lucas por entenderem que seria estratégico apoiar uma candidatura alinhada ao presidente.
A decisão de setores do PT e de movimentos sociais de esquerda de apoiar Lucas Ribeiro também foi criticada por Olímpio. Ele classificou como “falaciosa” a justificativa de que o apoio seria necessário por causa da relação entre o governador e Lula.
Após o resultado eleitoral, Olímpio afirmou que pretende atuar como oposição “à esquerda” ao governo estadual. Ele também declarou que continuará defendendo a reeleição de Lula. “Da nossa parte, seguiremos na luta, na batalha fazendo oposição à esquerda ao governo de Lucas Ribeiro e lutando, neste momento, pela reeleição de Lula”, disse.
da Redação




