Política

Defesa de Edvaldo Neto aciona Justiça para transferir Operação Cítrico para esfera eleitoral

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A defesa do prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), ingressou com um agravo de competência na Justiça para tentar anular as decisões que resultaram no seu afastamento do cargo. O principal argumento dos advogados é que a Operação Cítrico, que investiga um suposto esquema de desvios de recursos e fraudes em licitações, possui motivações eleitorais. Por essa razão, a defesa sustenta que o caso não deveria ser conduzido pela Justiça Comum, mas sim pela Justiça Eleitoral, esfera competente para julgar delitos que tenham como finalidade o apoio ou financiamento político.

Além do questionamento sobre a competência jurídica, os advogados contestam a necessidade do afastamento preventivo de Edvaldo Neto. A peça jurídica sustenta que a maior parte dos fatos apurados na investigação ocorreu antes de o político assumir a prefeitura de forma interina, após a cassação de André Coutinho. A defesa argumenta que manter o afastamento por fatos anteriores à gestão é uma medida desproporcional. Outro ponto destacado é a fragmentação das apurações, uma vez que já existem procedimentos sobre os mesmos alvos tramitando no tribunal eleitoral, o que poderia gerar decisões contraditórias.

A Operação Cítrico foi deflagrada com o objetivo de desarticular um esquema que envolve lavagem de dinheiro e o possível financiamento de facções criminosas através de recursos públicos. O impacto político foi imediato: Edvaldo Neto foi afastado apenas dois dias após ter sido eleito de forma efetiva, perdendo o cargo antes mesmo de ser diplomado. Com a vacância, o presidente interino da Câmara Municipal, José Pereira, assumiu o comando da prefeitura e já promoveu a exoneração de servidores citados na investigação, que também tem como alvo o ex-prefeito Vitor Hugo.

O desdobramento do agravo de competência é aguardado com expectativa em Cabedelo, pois pode redefinir o futuro político da cidade. Caso a Justiça aceite a transferência do caso para a esfera eleitoral, as medidas cautelares atuais, incluindo o afastamento de Edvaldo Neto, poderão ser revistas. Enquanto o mérito não é julgado, a gestão municipal permanece sob o comando interino de José Pereira, em meio a um cenário de instabilidade administrativa e forte vigilância dos órgãos de controle.

da Redação

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