Condenado por golpe das hortaliças, empresário Jucélio Pereira terá pena cumprida em prisão domiciliar com tornozeleira

O empresário Jucélio Pereira de Lacerda, condenado a 7 anos e 5 meses de prisão por envolvimento em um golpe milionário baseado em investimentos no cultivo de hortaliças hidropônicas, teve a pena convertida para o regime semiaberto domiciliar com monitoramento eletrônico. A decisão foi assinada pela juíza Andrea Arcoverde, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), no sábado (25).
Preso desde 7 de fevereiro de 2024, o dono da empresa Hort Agreste passa agora a cumprir a sentença em casa, com autorização para trabalhar externamente. A mudança ocorreu após a magistrada entender que o réu atende aos critérios legais para progressão de regime, como cumprimento de mais de 16% da pena, bom comportamento carcerário e ausência de novas condenações. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) deu parecer favorável à progressão.
Regras impostas pela Justiça
Entre as condições estabelecidas pela juíza estão:
- Recolhimento domiciliar das 20h às 5h, e aos sábados a partir das 13h, com permanência total em casa aos domingos e feriados;
- Proibição de sair da Região Metropolitana de João Pessoa sem autorização judicial;
- Proibição de consumo de álcool ou frequência a bares e festas;
- Proibição de portar armas;
- Indicação de três telefones para contato e comunicação prévia de mudança de endereço;
- Preservação da tornozeleira eletrônica;
- Comparecimento mensal à penitenciária até a instalação do equipamento de monitoramento.
O golpe das hortaliças
Jucélio, sua esposa Priscila Santos e o diretor financeiro da empresa, Nuriey Francelino de Castro, foram condenados por um esquema que movimentou cerca de R$ 120 milhões, prejudicando dezenas de investidores. A empresa prometia lucros elevados e participação nos rendimentos de cultivos hidropônicos de tomates em Lagoa Seca, no Agreste paraibano, mas os retornos não eram pagos.
Enquanto Priscila responde em liberdade, Nuriey continua preso. Com a decisão mais recente, apenas Jucélio passa a cumprir a pena fora do regime fechado.
O processo segue em acompanhamento judicial, e o empresário continua sob monitoramento da Justiça.
da Redação




