
Uma série de agressões a profissionais de saúde na Paraíba tem mobilizado entidades médicas do estado. Segundo o Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB), apenas em agosto foram registradas quatro ocorrências de violência contra trabalhadores da área da saúde.
Diante do cenário, SIMED-PB e o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) convocaram uma reunião para esta quinta-feira (4) com representantes das Secretarias de Saúde do estado e de João Pessoa, Guarda Municipal, Secretaria da Segurança Pública, Ministério Público e COSEMS-PB. O objetivo é definir medidas que garantam segurança aos profissionais e evitem novos episódios.
Entre os casos recentes, destaca-se uma médica agredida no dia 28 de agosto na UPA de Cruz das Armas, em João Pessoa, enquanto atendia um paciente grave. Em Patos, outra médica sofreu violência em unidade de saúde, assim como um médico em Bayeux, que precisou de escolta policial para registrar o boletim de ocorrência. Um fisioterapeuta também foi atacado por um agressor armado em hospital da capital.
Segundo o SIMED-PB, a falta de esclarecimento à população sobre prioridade no atendimento, aliada à estrutura precária e sobrecarga de profissionais, contribui para o aumento da tensão nas unidades. Em visita à UPA de Cruz das Armas, dirigentes do sindicato constataram apenas um pediatra de plantão, situação que aumenta as filas e a ansiedade dos pacientes.
O sindicato sugere medidas como campanhas educativas sobre classificação de risco e tempo de espera, presença de guardas municipais nas unidades, instalação de botões de pânico, monitoramento por câmeras e cadastro de pessoas com histórico de perturbação.
“É hora de unir forças e agir. Precisamos oferecer melhores condições de trabalho e segurança aos profissionais de saúde, garantindo também atendimento adequado à população”, destacou Dr. Tarcísio Campos, presidente do SIMED-PB.
da Redação





