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Comando Vermelho movimentou milhões na Paraíba usando laranjas e empresas de fachada

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A operação “Asfixia”, realizada nesta terça-feira (30) revelou um esquema milionário do Comando Vermelho na Paraíba, no qual integrantes da facção utilizavam laranjas e empresas de fachada para lavar dinheiro do crime. A ação resultou no bloqueio de mais de R$ 125 milhões e na prisão de 24 pessoas, entre a Paraíba e o Rio de Janeiro.

De acordo com o delegado Helton Vinagre, responsável pela investigação, o grupo criminoso movimentou pelo menos três vezes o valor bloqueado. “O esquema envolvia empresas que só existiam no papel e pessoas que atuavam como laranjas. Muitas vezes, eram mulheres sem antecedentes criminais usadas para intermediar transferências de valores ilícitos”, explicou o delegado.

O comando da facção na Paraíba é atribuído a Flávio de Lima Monteiro, conhecido como “Fatoka”, atualmente foragido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Mesmo à distância, ele continuava a direcionar as ações da organização, principalmente em Cabedelo, onde o Comando Vermelho atua com maior intensidade.

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Outro núcleo identificado na investigação é o de lavagem de dinheiro, coordenado por Ariadna, que movimentou milhões com o auxílio de diversos envolvidos em Cabedelo e Campina Grande. Segundo o delegado, o uso de laranjas permitia aos líderes da facção blindar os bens e evitar rastreamento patrimonial.

Foram cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e em comunidades do Rio de Janeiro. No total, 150 policiais participaram da força-tarefa, incluindo equipes do GOE, GOC, UNINTELPOL e Desarme, além do apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Durante a operação, um policial foi baleado em Cabedelo, mas recebeu alta ainda nesta terça-feira. Entre os presos, 17 cumpriam mandados de prisão, seis foram detidos em flagrante durante a ação e um por tráfico de drogas.

O bloqueio financeiro representa apenas parte do montante movimentado pelo grupo, que ultrapassa R$ 250 milhões. A investigação revela como o Comando Vermelho estruturou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro na Paraíba, utilizando empresas de fachada e pessoas de confiança como laranjas para ocultar os recursos ilícitos.

da Redação

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