
Um tiroteio perto da Casa Branca nesse sábado (23) deixou um suspeito morto e um possível transeunte ferido, segundo autoridades americanas.
De acordo com o Serviço Secreto dos Estados Unidos, por volta das 18h no horário local, uma pessoa sacou uma arma de uma bolsa e começou a atirar na região da rua 17 com a Pennsylvania Avenue, perto da Casa Branca.
Agentes do Serviço Secreto revidaram e atingiram o suspeito, que foi levado a um hospital da região, onde sua morte foi confirmada.
A CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, identificou o suspeito como Nasire Best, de 21 anos. Segundo a emissora, ele já era conhecido tanto pelo Serviço Secreto quanto pela polícia metropolitana de Washington e tinha histórico documentado de problemas de saúde mental.
Um possível transeunte também foi atingido pelos disparos e levado ao hospital. Segundo informações anteriores divulgadas pela CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, ele estaria em estado grave.
Vários agentes do Serviço Secreto foram examinados no local, mas nenhum precisou de atendimento hospitalar.
Entre 15 e 30 tiros teriam sido disparados durante o episódio, segundo fontes das forças de segurança ouvidas pela CBS.
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que o Serviço Secreto respondeu ao incidente. O caso segue sob investigação.
Jornalistas na Casa Branca relataram ter ouvido uma sequência de disparos antes de serem levados para a sala de imprensa dentro do prédio. Fotos feitas no interior do edifício mostram jornalistas aglomerados perto das janelas.
Em um vídeo, Selina Wang, repórter da ABC News, é vista se abaixando para se proteger ao ouvir tiros enquanto gravava um vídeo para as redes sociais.
“Pareciam dezenas de tiros”, disse ela. “Mandaram que corrêssemos até a sala de coletiva de imprensa, onde estamos agora.”
Emer McCarthy, repórter da BBC News, relatou que havia, a poucos quarteirões da Casa Branca, vários carros da polícia e equipes de imprensa reunidos, além de curiosos.
Aaron Navarro, repórter da CBS News, disse à BBC que estava no gramado norte da Casa Branca quando ouviu os disparos, que em alguns momentos pareciam vir de armas diferentes.
“Assim que ouvimos os tiros, nos abaixamos e começamos a ver outros jornalistas correndo. Logo depois, ouvimos agentes do Serviço Secreto gritando ‘entrem, entrem'”, afirmou.
O lockdown na Casa Branca foi suspenso às 19h no horário local.
Mais tarde, Trump agradeceu aos agentes do Serviço Secreto e das forças de segurança pela “ação rápida e profissional” diante do ataque. Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que o suspeito tinha um “histórico violento” e possível “obsessão” pela Casa Branca.
O presidente também disse que o episódio reforça a necessidade de tornar a Casa Branca “o espaço mais seguro e protegido de seu tipo já construído em Washington”, em referência ao projeto de construção de um novo salão de eventos no complexo presidencial.
Segundo o Serviço Secreto, Trump estava na Casa Branca no momento do ataque, mas “nenhum protegido ou operação foi impactado”.
Uma fonte ouvida pela CBS afirmou que o suspeito usou um revólver durante o ataque.
Segundo a emissora, Nasire Best já havia tentado entrar na Casa Branca em julho de 2025 e acabou preso por agentes nas proximidades. Depois disso, teria passado um período em uma instituição psiquiátrica. A CBS também afirma que ele vivia em Washington havia 18 meses.
O episódio ocorre apenas um mês depois de um atirador abrir fogo durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.
No dia 27 de abril, Trump foi retirado de um jantar de gala, após um atirador identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, abrir fogo perto do local em Washington. O
Ele foi imobilizado por agentes próximos a uma escadaria que leva a um salão de baile, onde o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, que reunia centenas de jornalistas e figuras públicas, estava começando.
As autoridades disseram que ele portava várias armas e parece ter agido sozinho. Durante a troca de tiros, um agente federal foi atingido, mas foi salvo por seu colete à prova de balas.
com BBC Brasil