PB suspende vacina do Instituto Butantan contra a dengue após diretriz nacional

A vacinação com o imunizante Butantan-DV contra a dengue está temporariamente suspensa na Paraíba a partir desta terça-feira (9). A medida preventiva foi determinada pelo Ministério da Saúde (MS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a identificação de eventos adversos raros em âmbito nacional, que estão sob investigação.

Leia mais: Ministério da Saúde decide suspender preventivamente vacina contra a dengue do Butantan

O anúncio da interrupção nacional foi feito na segunda-feira (8) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), motivado pelo registro de 42 brasileiros que apresentaram reações severas temporais após a aplicação. Três pacientes necessitaram de internação hospitalar e dois evoluíram para óbito. Embora os registros representem um sinal de alerta para os órgãos de farmacovigilância, as autoridades reforçam que ainda não é possível concluir que os casos graves e as mortes tenham sido causados pela vacina.

No território paraibano, o imunizante vinha sendo ofertado desde fevereiro deste ano exclusivamente para profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS). O estado recebeu um lote de 22.940 doses, distribuídas para os 223 municípios, das quais 7.984 foram aplicadas. Foram notificadas 71 reações adversas em solo paraibano, mas todas classificadas como não graves e monitoradas pelo Núcleo Estadual de Imunizações.

Com a paralisação do serviço, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) iniciará o processo de logística reversa para recolher as doses remanescentes que estão nos municípios. O estoque será centralizado na Rede de Frio Estadual, na Capital, onde permanecerá guardado até novas definições das autoridades sanitárias. A gerência estadual ressaltou que a suspensão não anula os dados de eficácia e segurança comprovados da vacina.

A estratégia nacional vale apenas para o produto desenvolvido pelo Instituto Butantan. O imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e direcionado para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos no Sistema Único de Saúde (SUS), segue sendo distribuído normalmente e não faz parte da restrição.

Os órgãos de saúde orientam que as pessoas vacinadas com a Butantan-DV mantenham a atenção ao estado de saúde por até 21 dias após a aplicação. Em caso de manifestação de sintomas como febre, dores abdominais intensas, episódios de vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva ou desidratação, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.

da Redação

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