
A imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode resultar em grandes perdas para a Paraíba, que, em 2023, teve US$ 35,6 milhões em exportações destinadas ao mercado norte-americano, representando 21,6% do total exportado pelo estado. Os principais produtos exportados são alimentos, com destaque para US$ 30,5 milhões (85,5% do total), e couro/calçados, com US$ 3,6 milhões (10,2%).
Com a nova tarifa, que afeta setores essenciais da indústria local, o impacto econômico pode ser significativo, podendo ultrapassar R$ 101 milhões, de acordo com estimativas da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Essa situação gerou preocupação em diversas esferas, especialmente com a perspectiva de enfraquecer a competitividade das empresas da Paraíba no mercado internacional.
O secretário da Receita Estadual, Marialvo Laureano, informou que o estado está aguardando as medidas do Governo Federal, que deve apresentar um plano de contingenciamento nos próximos dias. As ações federais deverão ser complementadas por medidas estaduais, que ainda estão sendo discutidas. A Paraíba, como outros estados, busca formas de minimizar o impacto para empresas que dependem das exportações, especialmente para os Estados Unidos.
Enquanto o Governo Federal finaliza as suas ações, outros estados já anunciaram iniciativas próprias para apoiar suas empresas. Goiás, por exemplo, anunciou linhas de crédito voltadas para empresas afetadas pela tarifa. Em São Paulo, foi criada a Linha Giro Exportador, que disponibiliza R$ 200 milhões em crédito subsidiado para empresários que mantêm negócios com o mercado norte-americano.
O impacto dessa medida é amplamente discutido, especialmente entre os empresários da Paraíba, que estão focados na adaptação às novas condições de mercado. O Governo Federal, por sua vez, busca soluções para ajudar a minimizar os danos causados pela tarifa imposta pelos EUA. Em breve, novas informações sobre as estratégias estaduais e federais devem ser divulgadas.
da Redação