O influenciador digital Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, foram ouvidos nesta quarta-feira (12) durante audiência de instrução no Fórum Criminal de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. O casal é réu em um processo por produção de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
De acordo com informações da Justiça, Hytalo e Israel prestaram depoimento ao juiz Antônio Rudimacy, da 2ª Vara Mista de Bayeux. Pelo menos duas testemunhas de defesa também foram ouvidas. Essa foi a segunda audiência do caso — na primeira, realizada anteriormente, seis testemunhas de defesa e duas de acusação já haviam sido escutadas, entre elas uma jovem apontada como vítima.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) tem agora cinco dias para apresentar as alegações finais. Depois, a defesa terá o mesmo prazo para responder, e só então o juiz deve definir a sentença.
O advogado do casal, Felipe Cassimiro, informou que um novo pedido de liberdade foi protocolado após o anterior ter sido negado na semana passada. O requerimento ainda será analisado pela Justiça, sem prazo definido.
Na entrada do fórum, fãs do influenciador se reuniram em apoio, com camisas personalizadas e cartazes com o nome e a imagem de Hytalo. O casal permanece preso na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o presídio do Roger, em João Pessoa, para onde foi transferido após a prisão em São Paulo, em agosto.
A denúncia do Ministério Público aponta que Hytalo e o marido integrariam um esquema de exploração sexual de adolescentes, com promessas de fama e benefícios materiais. O Gaeco, grupo especializado em crimes organizados, detalhou que os dois controlavam rigidamente a rotina das vítimas, promoviam procedimentos estéticos e tatuagens com conotação sexual e produziam vídeos com conteúdo explícito.
Além das acusações de tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulneráveis, o MP também pede indenização por danos coletivos de R$ 10 milhões. Parte do processo foi desmembrada e tramita em outra vara criminal da Paraíba.
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