O advogado Helder Simões, que trabalha na defesa do professor de educação física que está sendo acusado de assédio e abuso sexual contra duas alunas, adolescentes de 12 a 14 anos, afirma que ele se declara inocente, que se apresentou à Polícia e colabora com as investigações.
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Os casos estão sendo investigados pela Polícia Civil da Paraíba e teriam acontecido no município de Cuité, no Curimataú Paraibano.
O delegado Yasley Almeida, responsável pelas investigações, confirmou que o acusado prestou depoimento, mas preferiu não passar outras informações sobre o assunto, com a justificativa de preservar o processo de investigação.
De acordo com a defesa, o professor tem aproximadamente 250 alunos entre meninos e meninas, que praticam handebol e natação. O advogado disse que, por enquanto, 20 deles, já teriam abandonado as aulas, que são particulares, após as denúncias. A defesa informou ainda que não teve acesso à documentação da investigação, mas que já pediu acesso ao conteúdo.
A situação repercutiu nas redes sociais após diversos perfis compartilharem prints das mensagens trocadas entre o professor e as alunas. A reportagem cobriu com uma tarja cinza todos os trechos que identificam pessoas e com linguagem inadequada.
Em um dos diálogos, o suspeito convida a adolescente para “dar uns beijinhos”. Em outro, ele sugere como ela deve salvar o contato dele, usando descrições sexuais.
Segundo o delegado, as supostas vítimas e testemunhas devem ser ouvidas para identificar quando e como o crime teria acontecido.
Para esclarecer o que se sabe sobre esse caso, a reportagem ouviu, além do delegado e da defesa do acusado, a mãe de uma das supostas vítimas, que deu entrevista, mas não quis se identificar.
Ela disse que a filha tem 13 anos atualmente, mas tinha 12 quando teria sido vítima do professor.
A mulher, que denunciou o caso à Polícia, contou que a filha soube das aulas de handebol por meio de colegas da mesma faixa etária que ela e pediu permissão para participar.
A mãe explicou que soube da situação no mês de fevereiro deste ano quando teve acesso às mensagens – de cunho sexual – que a filha trocava com o professor.
Ainda segundo a mãe, a filha não possui celular e usa redes sociais pelo aparelho da avó materna ou de colegas da escola.
Por isso, as mensagens foram descobertas por um policial que é tio da garota, após ela deixar uma conta de rede social aberta no celular da avó.
Quando viu o conteúdo da conversa, contou para a mãe da menina e sugeriu que ela fizesse a denúncia. Foi então que a mulher foi até a Polícia Civil fazer um boletim de ocorrência sobre o caso.
Quando teve as conversas descobertas, a adolescente contou para a família o que tinha acontecido. Disse também que não falou sobre o assunto antes por medo da redação dos parentes e porque o professor é uma pessoa conhecida na cidade.
Por outro lado, antes disso, no ano passado (mas sem a descrição do mês), a mulher alega que em uma confraternização o suspeito tentou estuprar a adolescente, que colocou a mão dela na região íntima dele e que a beijou. Mas ela gritou, ele ficou assustado e a levou para casa. A partir disso, ela deixou de frequentar as aulas oferecidas por ele.
A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas compareçam à Delegacia de Cuité para registrar a ocorrência, contribuindo para o avanço das investigações.
com G1 PB