
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), leu, na última quarta-feira (20), o requerimento para criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a atuação de influenciadores digitais e de redes sociais na disseminação de conteúdos que sexualizam crianças e adolescentes.
A comissão será composta por 11 membros titulares e 7 suplentes, terá prazo de 180 dias e limite de despesa de R$ 400 mil. Agora as lideranças partidárias devem indicar os membros do colegiado.
De autoria dos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO), Magno Malta (PL-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF), o colegiado recebeu o apoio de 70 senadores.
“É imprescindível que o Senado Federal atue de forma proativa para proteger a infância brasileira, garantindo que investigações apropriadas sejam realizadas e que as medidas cabíveis sejam tomadas para coibir práticas abusivas e ilícitas nas redes sociais”, alegam os parlamentares no requerimento.
A ação dos parlamentares ocorre após o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo acusando o influenciador digital Hytalo Santos de explorar sexualmente crianças nas redes sociais.
O influenciador digital também foi acusado de explorar trabalho infantil em vídeos que publicava na internet com menores de idade. Hytalo tem mais de 20 milhões de seguidores.
Na gravação, Felca traz outros exemplos de exploração infantil nas redes e mostra como as plataformas atuam para entregar conteúdos de crianças a pedófilos.
Os parlamentares também pedem a apuração sobre a relação entre o conteúdo exposto por influenciadores, a exemplo de Hytalo, e a potencial exploração sexual de menores.
com R7.com