
A Câmara Municipal de Bayeux informou, na tarde desta terça-feira (28), que ainda não foi notificada oficialmente sobre as medidas cautelares impostas contra a vereadora Rosiene Sarinho (PSB). A parlamentar foi o foco central de uma operação da Polícia Civil que investiga a prática de “rachadinha” e desvios de recursos públicos, com mandados cumpridos em seu gabinete e em sua residência.
De acordo com a assessora jurídica da Casa, Nathali Rolim, a Casa Legislativa foi pega de surpresa pela ação policial. “A operação foi exclusivamente no gabinete da vereadora. Não sabemos detalhes além do que está sendo veiculado pela imprensa. A Câmara não recebeu nenhuma documentação oficial do Judiciário até o momento”, explicou a advogada.
Apesar das notícias sobre o afastamento da vereadora por tempo indeterminado, a Mesa Diretora aguarda o documento formal para entender a extensão da decisão e os próximos passos administrativos. Assim que notificada, o caso deverá ser encaminhado à Comissão de Ética, que será a responsável por analisar a conduta da parlamentar e decidir sobre a abertura de processos disciplinares que podem, em última instância, levar à cassação do mandato.
Enquanto a situação jurídica de Rosiene não é formalizada internamente, o presidente da Câmara manteve a agenda legislativa, e a sessão ordinária desta terça-feira ocorreu normalmente. A expectativa é que, com a chegada da notificação, a vaga da parlamentar seja declarada aberta para a convocação do suplente imediato, garantindo a continuidade dos trabalhos na Casa Vicente de Paula.
da Redação