
A Prefeitura de João Pessoa publicou, nesta quarta-feira (10), uma portaria que estabelece novas regras para o acesso às áreas internas e restritas do Parque Zoobotânico Arruda Câmara. A medida ocorre dez dias após a morte de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, que conseguiu escalar uma parede, ultrapassar grades de proteção e entrar no recinto dos leões, onde foi atacado por uma leoa.
O texto, assinado pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Welison Araújo Silveira, reforça a necessidade de um controle mais rígido sobre quem pode acessar os recintos, com o objetivo de reduzir riscos e ampliar a segurança de servidores, visitantes e dos próprios animais.
A partir da nova regulamentação, apenas funcionários autorizados da Bica ou pessoas liberadas pela secretaria ou pela Diretoria Técnica poderão entrar nos recintos. O acesso dependerá do uso obrigatório de roupas adequadas e equipamentos de proteção individual, para evitar acidentes e minimizar qualquer estresse aos animais.
Pessoas que não participam da rotina de manejo só poderão entrar mediante solicitação formal e prévia identificação. A portaria também proíbe o uso de celulares, câmeras e outros dispositivos dentro dos recintos, salvo exceções autorizadas.
A mudança ocorre em meio à forte repercussão sobre o caso do jovem conhecido como Vaqueirinho, que tinha transtornos mentais. Segundo a Prefeitura, equipes de segurança tentaram impedir que ele avançasse, mas a ação foi rápida, permitindo que ultrapassasse todas as barreiras até chegar à área dos felinos. O parque foi fechado após o incidente para procedimentos de segurança.
A administração da Bica afirma que o recinto segue as normas do Ibama e, inclusive, supera os padrões mínimos exigidos. As estruturas contam com barreiras elevadas e borda negativa projetada para impedir escaladas, reforçando, segundo o parque, que o episódio resultou de uma violação extrema às regras de segurança.
da Redação