Policial

Ex-companheiro e mulher são indiciados por feminicídio de policial penal

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da policial penal Edivânia da Silva, em Patos, no Sertão da Paraíba, e indiciou duas pessoas pelo crime. Entre os investigados estão o ex-companheiro da vítima, Léo Pereira Lima, de 38 anos, e uma mulher identificada como Jucineide Alves Lima.

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De acordo com o delegado Claudinor Lúcio, responsável pela investigação, o assassinato teve como motivação conflitos de natureza financeira e também questões pessoais. As apurações indicam que a policial havia contraído empréstimos pouco antes do crime e que o suspeito mantinha um relacionamento extraconjugal, fatores que contribuíram para o planejamento da execução.

Após o homicídio, Léo Pereira fugiu para a cidade de Caetés, em Pernambuco, onde foi localizado e preso dias depois. Ele permanece detido na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1, em João Pessoa. Já Jucineide foi capturada no município de Paulo Afonso, na Bahia, onde segue sob custódia.

Durante as investigações, a polícia descartou a hipótese inicial de envolvimento de organização criminosa. Pichações encontradas na residência da vítima, onde o corpo foi localizado, teriam sido feitas com o objetivo de simular a participação de facção e dificultar a identificação da verdadeira motivação do crime.

Segundo a Polícia Civil, ficou caracterizado o feminicídio, com a participação direta dos dois investigados na execução do assassinato. O Ministério Público da Paraíba também apresentou denúncia contra os suspeitos, que agora respondem formalmente pelo crime.

Edivânia da Silva foi encontrada morta dentro da própria casa em novembro do ano passado, após familiares e amigos estranharem a falta de contato. Servidora desde 2012, ela atuava na Penitenciária Feminina de Patos e teve a morte lamentada oficialmente pela Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba.

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