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Analfabetismo recua na Paraíba, mas índice ainda supera o dobro da média nacional

A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 12,7% para 11,6% na Paraíba entre 2024 e 2025, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A redução foi de 1,1 ponto percentual em um ano.

Apesar da melhora, o índice paraibano permanece acima da média nacional. No Brasil, a taxa chegou a 4,9% em 2025, o menor nível da série histórica, o que significa que o percentual registrado na Paraíba ainda é mais de duas vezes superior ao do país.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), que também apresentou informações sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e sobre o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma criada para aproximar pessoas interessadas em voltar a estudar das redes de ensino.

Na Paraíba, o Censo Escolar de 2025 contabilizou 89.977 matrículas na EJA. Desse total, 87.886 estavam na rede pública, o equivalente a aproximadamente 98% dos estudantes matriculados na modalidade.

O estado tinha 1.402 escolas com oferta de EJA, sendo 1.384 públicas. Os números mostram a predominância das redes municipais e estadual no atendimento de pessoas que não concluíram a educação básica no período regular.

O Nordeste concentrava 1.205.167 matrículas na EJA em 2025, mais da metade das cerca de 2,25 milhões registradas em todo o país. A região reunia ainda 16.901 escolas com estudantes matriculados na modalidade.

Entre os estados nordestinos, a Bahia apresentava o maior número de matrículas, com 427.888. Na sequência apareciam Ceará, Maranhão, Pernambuco e Alagoas.

O CadEJA permite que pessoas interessadas em retomar os estudos registrem a demanda pela internet. Podem utilizar a plataforma pessoas com 15 anos ou mais que desejam concluir o Ensino Fundamental e aquelas com 18 anos ou mais interessadas em terminar o Ensino Médio.

O cadastro não garante matrícula automática. A ferramenta serve para que as redes de ensino identifiquem a procura, orientem os interessados e auxiliem na localização de vagas.

Além dos cidadãos, a plataforma pode ser utilizada por operadores responsáveis pelo acompanhamento dos registros e por servidores públicos que auxiliem pessoas com dificuldades de acesso. Gestores indicados por estados, municípios, Distrito Federal ou instituições federais também acompanham as demandas e articulam o encaminhamento às unidades que oferecem a EJA.

O CadEJA integra o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos, iniciativa que prevê ações para reduzir o analfabetismo, ampliar as matrículas, elevar a escolaridade e aumentar o atendimento a pessoas privadas de liberdade.

O pacto também busca aproximar a EJA da formação profissional. Outra medida vinculada à política é o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), voltado à formação continuada de professores e educadores populares.

A queda registrada na Paraíba acompanha a redução nacional, mas a diferença entre os índices mantém o analfabetismo como um dos principais desafios educacionais do estado.

da Redação

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