
O pedido de desfiliação do Progressistas feito pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, para disputar o Governo do Estado por outra legenda gerou surpresa e repercussão dentro do grupo político do gestor municipal. A movimentação acendeu sinais de alerta sobre os rumos da relação entre o prefeito e o governador João Azevêdo (PSB).
Na última sexta-feira (5), em encontro na Granja Santana, Cícero comunicou ao governador que, mesmo concorrendo à disputa pelo Governo Estadual, manteria apoio a Azevêdo caso o apoiasse para o Senado. A declaração, no entanto, provocou reação imediata: o governador classificou o ato como rompimento, afirmando que o prefeito estaria priorizando um “projeto pessoal” em vez de interesses coletivos. A posição surpreendeu aliados de Lucena, que esperavam uma saída menos conflituosa.
Fontes próximas ao prefeito indicam que ele viajou à Europa acreditando ter preservado pontes com o governo, considerando que a discordância era limitada ao vice-governador, Lucas Ribeiro (Progressistas). A realidade política, no entanto, mostra que a relação entre os dois lados se esgotou, transformando antigos aliados em adversários.
O cenário também impacta a administração municipal. A Prefeitura de João Pessoa abriu cargos para nomes ligados ao governo estadual, que agora precisam decidir como atuar diante do novo contexto político. Por outro lado, não há registros de aliados de Cícero ocupando funções na gestão estadual, evidenciando o distanciamento entre as duas bases.
Com a tensão instalada, a expectativa é que, após retornar da viagem à Espanha, Cícero promova mudanças estratégicas no secretariado, uma espécie de minirreforma administrativa, para ajustar a equipe às novas circunstâncias políticas da capital e do Estado.
da Redação




