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Paraíba registra menor nível de extrema pobreza da série histórica, aponta IBGE

A Paraíba alcançou, em 2024, o menor índice de extrema pobreza já registrado desde o início da série histórica da Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE. Segundo o levantamento, cerca de 194 mil paraibanos vivem nessa condição, o equivalente a 4,7% da população estadual.

O cenário acompanha a tendência nacional, que também apresentou queda nas taxas de extrema pobreza. O estudo considera como extrema pobreza a situação em que a renda disponível não garante sequer a alimentação mínima e outras necessidades essenciais de sobrevivência.

Pobreza também cai e atinge menor nível desde 2012
Outro dado que recuou foi o número de pessoas em situação de pobreza, categoria diferente da extrema pobreza. Na Paraíba, 38,3% da população (aproximadamente 1,58 milhão de pessoas) estão inseridas nesse grupo, também o valor mais baixo da série histórica, iniciada em 2012. Este é o terceiro ano consecutivo de redução nos dois indicadores.

O pior momento ocorreu em 2021, quando a pandemia e seus efeitos econômicos elevaram a taxa de extrema pobreza para 16,7% e a de pobreza para 56,1% dos paraibanos.

Desigualdade segue alta no estado
Apesar da melhora nos índices, a desigualdade de renda permanece significativa. Os números do IBGE mostram que os 20% mais ricos da Paraíba ganham, em média, 12,7 vezes mais do que os 20% mais pobres. A diferença é menor que a média do Nordeste (13,8) e da média nacional (14,6), mas ainda é considerada elevada.

Indicadores de vulnerabilidade
O estudo também analisou a vulnerabilidade econômica com base nos parâmetros do Banco Mundial. Na Paraíba, 38,3% da população vive com até US$ 6,85 por dia, valor calculado segundo a Paridade do Poder de Compra (PPC).

Esse percentual supera tanto a média do Nordeste (39,4%) quanto a média nacional (23,1%), evidenciando que, mesmo com avanços, grande parte da população ainda vive em situação sensível.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas contínuas de combate à pobreza, geração de renda e redução das desigualdades, especialmente em regiões historicamente mais vulneráveis.

da Redação

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