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Acordo no MPPB garante continuidade dos atendimentos materno-infantis na Clipsi por 15 dias

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Uma audiência promovida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), nessa segunda-feira (30), assegurou a manutenção dos serviços de pediatria e maternidade do Hospital Clipsi, em Campina Grande, pelas próximas duas semanas. A unidade de saúde, que é a maior da rede privada no município e referência para o Sistema Único de Saúde (SUS), corria o risco de suspender as atividades a partir desta quarta-feira (1º) devido à falta de escalas médicas e atrasos em repasses financeiros.

O encontro contou com a mediação do procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, e da promotora da Saúde de Campina Grande, Adriana Amorim. Durante a reunião, foi informado que a Prefeitura de Campina Grande efetuou o pagamento de parte da dívida com o hospital na semana passada, o que viabilizou o fechamento das escalas de plantão. Diante do novo cenário, o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) recuou da intenção de promover uma interdição ética na unidade, garantindo o funcionamento dos quatro leitos de UTI neonatal e seis de UTI pediátrica.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), representada pelo secretário Ari Reis, assumiu o compromisso de apresentar uma solução definitiva para o impasse até a próxima terça-feira (7). O plano envolve a contratualização direta dos serviços prestados pela Clipsi pelo Governo do Estado, que passaria a gerir a assistência que hoje é de responsabilidade municipal. A medida visa desafogar o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), para o qual a Clipsi atua como principal unidade de retaguarda em casos de alta complexidade.

Para a promotora Adriana Amorim, o acordo temporário é fundamental para salvaguardar a vida de mães e recém-nascidos que dependem do atendimento especializado. O procurador-geral Leonardo Quintans destacou o diálogo produtivo entre o Estado, o Município e a direção do hospital, reforçando que a Procuradoria-Geral dará suporte total para que o encaminhamento final resolva de vez a crise de assistência materno-infantil na Rainha da Borborema.

da Redação

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