
Dezesseis anos após o início de uma série de abusos sexuais contra uma adolescente com transtornos mentais, a Polícia Civil da Paraíba prendeu, nessa segunda-feira (9), um homem e uma mulher na cidade de Picuí, Curimataú Paraibano. O casal, formado pelo padrasto e pela mãe da vítima, era considerado foragido desde 2010, época em que o crime foi descoberto após a jovem, então com 15 anos, engravidar em decorrência das violências sofridas. A captura foi realizada por agentes do Grupo Tático Especial da 12ª Delegacia Seccional, encerrando um período de mais de uma década de buscas.
A investigação aponta que os abusos tiveram início em 2009, dentro da residência da família, na cidade de Alagoa Nova, localizada no Brejo paraibano. De acordo com o inquérito policial e a denúncia formalizada pelo Ministério Público, o padrasto mantinha relações sexuais com a enteada valendo-se de sua vulnerabilidade psicológica, enquanto a mãe da vítima atuava ativamente para ocultar os fatos das autoridades e da comunidade local. O caso só chegou ao conhecimento da polícia em fevereiro de 2010, após o Conselho Tutelar ser acionado e identificar a gravidez da adolescente.
Segundo o delegado Emanuel Henriques, responsável pelo caso, o casal fugiu assim que as investigações foram instauradas, escondendo-se na região do Curimataú Paraibano para evitar a responsabilização criminal. Durante os últimos anos, os suspeitos mantiveram uma rotina de clandestinidade até serem localizados pelo setor de inteligência da Polícia Civil. Após o cumprimento dos mandados de prisão, os dois foram encaminhados para a audiência de custódia e permanecem à disposição do Poder Judiciário, onde devem responder pelos crimes de estupro de vulnerável e conivência.
da Redação




