Política

Cabo Gilberto defende mulher do Nordeste como vice de Flávio e vê “cortina de fumaça” em ataques a senador

O deputado federal e líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL), defendeu a indicação de uma liderança feminina do Nordeste para compor uma eventual chapa presidencial da direita nas eleições de outubro. Durante entrevista à Rádio Arapuan FM, nesta sexta-feira (22), o parlamentar paraibano detalhou a estratégia eleitoral do grupo político, rechaçou alianças com o centro-sul e classificou as recentes denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como uma manobra diversionista do governo federal.

Na avaliação do congressista, a consolidação de uma candidatura majoritária competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (PT) passa obrigatoriamente pela atração de partidos de centro e pelo uso do potencial político da região nordestina. Para exemplificar o perfil ideal de composição, o deputado citou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), como um quadro robusto capaz de agregar peso eleitoral ao projeto. Por outro lado, o parlamentar descartou veementemente a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na vaga de vice, afirmando que a possibilidade é nula sob sua ótica partidária. Questionado se o nome da vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (Progressistas), estaria no radar para uma composição com Flávio Bolsonaro, ele ponderou que nenhuma opção da Paraíba foi formalmente debatida nas reuniões internas da legenda até o momento.

Além da engenharia política para o pleito, Cabo Gilberto utilizou o espaço para blindar o núcleo da oposição diante das revelações trazidas pelo portal The Intercept Brasil. A reportagem expôs diálogos de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro a respeito de um aporte financeiro de R$ 134 milhões destinado à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O líder oposicionista argumentou que o caso consiste em um ataque massivo estruturado para desviar o foco da opinião pública de problemas estruturais enfrentados pelo país, como a fuga de capitais estrangeiros, greves em universidades e o domínio de facções criminosas sobre parcelas da população.

O deputado ainda teceu duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que decisões monocráticas da Corte têm esvaziado as prerrogativas do Congresso e travado o avanço de matérias legislativas da oposição.

da Redação

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo