
Um adolescente suspeito de envolvimento na morte de Daniela Lima de Araújo, de 17 anos, se apresentou à Polícia Civil da Paraíba nesta segunda-feira (14), em São José de Piranhas, no Sertão do estado. O crime aconteceu em 1º de setembro, na zona rural de Carrapateira.
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Conforme a Polícia Civil, o jovem foi identificado durante as investigações e admitiu a autoria do homicídio. Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial pediu à Justiça a internação provisória dele. O pedido foi aceito e resultou na expedição de um mandado de busca e apreensão.
A apresentação foi articulada com a família do adolescente. Ele compareceu à unidade policial levado pelo pai e acompanhado de um advogado, quando o mandado judicial foi cumprido.
O caso tramita sob segredo de Justiça, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Por esse motivo, a Polícia Civil não divulgou outras informações sobre o adolescente.
As autoridades ainda investigam se outras pessoas participaram do crime.
Relembre o caso
O corpo de Daniela foi encontrado na manhã de 1º de setembro, às margens da PB-384, no Sítio Baixas, zona rural de Carrapateira, em um trecho da rodovia entre Carrapateira e Nazarezinho.
A Polícia Militar foi acionada depois de receber informações sobre a localização do cadáver. Segundo os policiais, a vítima estava parcialmente coberta por sacos plásticos pretos e apresentava perfurações na região da cabeça.
A equipe não identificou sinais de acidente de trânsito no local. A perícia e a investigação passaram a apurar as circunstâncias da morte.
Imagens de câmeras de segurança registraram, por volta das 2h da madrugada do dia do crime, um veículo circulando em Carrapateira. A Polícia Militar passou a considerar que o carro poderia ter sido usado para transportar o corpo da adolescente.
No dia seguinte, o adolescente se apresentou voluntariamente à Polícia Civil, acompanhado dos pais. Na ocasião, assumiu sozinho a responsabilidade pelo veículo e pela autoria do crime.
Ele foi ouvido e liberado porque já havia terminado o período de flagrante. Depois disso, a Polícia Civil solicitou à Justiça a internação provisória, que foi posteriormente autorizada.
da Redação