
Uma discussão sobre a liberdade de voto de servidores públicos tomou conta de uma sessão da Câmara Municipal de Junco do Seridó. O vereador Roberto Cândido (União Brasil) fez uma defesa explícita da influência do prefeito Dr. Paulo sobre os funcionários da administração municipal, chegando a sugerir que o próprio chefe do Executivo pressione diretamente os servidores.
“O prefeito é pra obrigar mesmo o povo a votar. Eu mesmo já disse a ele várias vezes: chame um por um e diga a eles: ‘aqui está minha chapa'”, declarou o parlamentar durante a sessão.
O posicionamento surgiu como resposta ao colega de Câmara Tiago de Fátima, empresário que havia sugerido ao prefeito a liberação do voto dos servidores municipais, propondo que o próprio Roberto adotasse a mesma postura em relação aos seus funcionários. Tiago rebateu a sugestão, afirmando que nunca pede nem obriga seus empregados a votar em determinado candidato.
Roberto, então, endureceu o discurso e passou a defender que servidores insatisfeitos com o suposto direcionamento político deveriam deixar seus cargos: “Quem é funcionário público, quem está sendo obrigado a ir para o balneário, a vir aqui para frente do comitê, de colocar uma bandeira, uma foto na sua casa, entregue o emprego se estiver insatisfeito. Se estiver embutido, dizendo que é do lado do prefeito e fazendo coisas ao contrário, entregue seu emprego.”
O vereador também associou a manutenção do emprego a uma suposta obrigação moral de apoio ao prefeito, especialmente entre quem conseguiu uma vaga na administração pela primeira vez: “Não acho justo quem nunca teve uma oportunidade no município, quem nunca teve uma oportunidade de emprego, hoje o prefeito doutor Paulo deu. Acho que quem recebeu pela primeira vez deve ser grato, reconhecer através do voto.”
da Redação